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Rádio Gazeta tratou jogadores do Vitória como ‘baianada’ e torcedores palmeirenses como ‘porquinhos’ na final de 1993

Para relembrar momentos de sua carreira, o jornalista Mauro Beting publicou, em mídia social, o roteiro proposto pela rádio Gazeta para a cobertura da final do Brasileirão 1993, disputada entre Palmeiras e Vitória.

Chama a atenção os termos ‘baianada’ e ‘porquinhos’, utilizados em linguagem coloquial, para definir, respectivamente, os jogadores e torcedores das equipes:

“Se o milagre acontecer e o Vitória ficar com o título, Eder Luiz faz a festa com a baianada, Regiane Ritter faz o velório verde e Marcelo acompanha a ira dos porquinhos”

Enquanto o primeiro, até no contexto futebolístico, é nitidamente discriminatório, o segundo, apesar do tom provocativo, já era adotado por grande parcela de palestrinos.

Sim, os tempos eram outros.

Quase 30 anos depois (pouco menos de 27), trata-se de um documento exemplificador do comportamento tolerado à época, mas que, nos dias atuais, perdeu espaço para a evolução de princípios e a prática do respeito às culturas distintas.

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