O erro de Tiago Nunes

Ontem (02), após assinalar um dos gols da vitória do Corinthians contra o Santos, o garoto Janderson, sem conseguir segurar a emoção, decidiu comemorar com a torcida, sendo expulso, na sequência.

A arbitragem, sem culpa, se viu obrigada a cumprir regra imposta pelas entidades legislativas do futebol.

Óbvio que a Lei é idiota, assim como diversas outras que existem nos diversos códigos judiciais brasileiros.

Porém, sabedor delas, os jogadores são obrigados a cumpri-las.

Se é compreensível o desatino de Janderson, é necessário que, por ele, seja corrigido.

Não foi a atitude, pelo menos a exposta publicamente, tomada pelo treinador do Corinthians, Tiago Nunes.

Uma coisa é dizer em entrevista que compreende o ocorrido, outra é passar a mão na cabeça, como fez ontem, dizendo que não haveria punição e que ele, se fosse o atleta, agiria da mesma maneira.

Esse tipo de equívoco acaba por minar possíveis cobranças futuras sobre desvios de conduta semelhantes.

Ser ‘bonzinho’ com atleta não é defender seus equívocos, mas, quando necessário, chamá-los à atenção, mesmo que, eventualmente, como nesse caso, não se trate de comportamento doloso, mas culposo, fomentado pela emoção.

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