Fundação FIFA e Maurício Macri

Maurício Macri presidiu a Argentina entre os anos de 2015 e 2019, tendo sido, antes, prefeito de Buenos Aires.
Além de mal-avaliado e retrógrado, saiu do poder reprovado pelas urnas e sob fortes suspeitas de corrupção.
A fama, que ajudou-o a participar da vida política do país, originou-se no Boca Juniors, clube mais popular da Argentina, que comandou de 1995 a 2007, sempre envolvido com gente complicada do esporte.
Em exemplo, a transação que levou Carlitos Tevez ao Corinthians, realizada por Kia Joorabchian com dinheiro sem origem, atribuído à Máfia Russa, teve aval e participação ativa de Macri, que teria recebido US$ 2 milhões pela ‘facilitação’, através do agente Gustavo Arribas, a quem empossou como chefe de inteligência do Governo, no período de Casa Rosada.
A FIFA, não menos obscura, parece ter se identificado com o currículo do ex-presidente argentino ou, talvez, com as possibilidades de com ele associar-se.
Macri foi anunciado, ontem (28), como novo chefe da ‘Fundação FIFA’, que tem orçamento previsto de R$ 4 bilhões para utilização em projetos sociais.
