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A matemática dos processos e inquéritos que investigam o presidente do Corinthians

Desde 21 de agosto de 2019, ação movida pelas ‘laranjas’ Eliane Souza Cunha e Nilda Maria da Cunha contra Andres Sanches e seus comparsas encontra-se ‘conclusa para sentença’, na 45ª Vara Civil de São Paulo.

As vítimas pedem R$ 4 milhões.

A execução fiscal, que tem como autora a Receita Federal, movida contra Andres Sanches e seus comparsas, pela participação da ‘arara’ Orion Embalagens’, que atinge, em valores atualizados, quase R$ 15 milhões, encontra-se em ‘suspensão de prazo’ no Foro de Caieiras/SP, desde 26 de julho de 2019

22 de março de 2016 é a data em que o então vice-presidente do Corinthians, André Negão, foi detido, acusado de receber, em nome de Andres Sanches, dinheiro indevido da Odebrecht para facilitar o sobrepreço do estádio de Itaquera.

O inquérito, investigado pelo núcleo da ‘Operação Lava-Jato’ em São Paulo caminha a passos de tartaruga, apenas com pontuais vazamentos de áudios e planilhas à imprensa, que possuem resultado desmoralizador, mas ineficaz juridicamente.

Em 2018, processo do qual Andres Sanches era acusado, na cidade de Marília/SP, de outro crime de ‘arara’, prescreveu na Justiça Federal, no TRF-3.

Há quase quatro anos, o mesmo TRF-3, que julga ação criminal contra Andres Sanches e seus parceiros, pelo golpe de ‘arara’ aplicado através da ‘Orion Embalagens’, segue tentando ouvir as dezenas de testemunhas arroladas na ação, apesar da farta documentação comprobatória contra os réus, entre as quais relatório da Receita Federal e condenação civil a ressarcir os cofres públicos em R$ 15 milhões, pelo mesmo episódio.

Outros processos, em segredo de justiça, por crimes semelhantes, seguem a mesma toada.

Procedimentos diversos contra o presidente do Corinthians tem ‘morrido’ nas delegacias de São Paulo antes de transformarem-se em processos.

O Conselho Deliberativo do clube mantém em seus quadros desembargadores importantes, apesar de alguns deles serem bem próximos de Andres Sanches, assim como promotores de justiça, delegados, deputados e, até recentemente, ex-presidente da República.

1+1=2.

A conta é tão óbvia quanto o objetivo sugerido, que parece ser o de atingir as respectivas prescrições.

Os órgãos citados tem obrigação, no mínimo, ainda que para absolver os acusados (se for o caso), de entregar, no prazo legal, a conclusão de seus trabalhos.

Qualquer movimentação contrária será geradora de grandes suspeitas.


EM TEMPO: apenas para traçar um comparativo, ações criminais contra o Blog do Paulinho, que não se cansa de denunciar essa gente, principalmente as promovidas por endinheirados ou amparados pelos ‘juristas’ do Corinthians, recebem sentenças, em duas instâncias, num período recorde (inferior, por vezes, a um ano), com direito a rejeição de recurso ao STJ, para que transite em julgado com ainda mais rapidez.

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