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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“De repente a gente se encontra numa esquina, num outro planeta, no meio duma festa ou duma fossa, a gente se encontra, tenho certeza”

Caio Fernando Abreu – foi um jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro

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Recomendando

Aos árbitros que exerceram suas funções no quadro da FPF, ano 1960 a 2002

Apareçam na próxima 2ª feira, dia 07/10, no evento de confraternização organizado pelos confrades:

Marcelo Rogério, Rita de Cássia Rogério, Ricardo Ibitinga, Tio Nei e Wagner Prandine Tonel

Local

Churrascaria Vilas, Av. Guilherme nº 33 – Vila Guilherme

Recado

Assista a versão em vídeo da Coluna do Fiori para escutar o áudio que deixei no whatsapp do presidente do SAFESP, com teor que serve, também, a seu adversário político nas próximas eleições

YouTube

Semana passada não gravei o programa porque um desses covardes, sem identificar-se, fez denúncia ao YouTube de ‘incitação à violência’, ocasionando punição preventiva de alguns dias sem poder enviar material.

Checado pelo portal chegou-se a conclusão que o apontamento era infundado.

Seguirei, então, incomodando.

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Externo aos árbitros brasileiros que foram e serão escalados para exercerem funções na cabine VAR, que se espelhem no excelente trabalho dos componentes VAR na noite do dia 02/10/2019 na refrega:

Grêmio 1 x 1 Flamengo pela Copa Libertadores  2019

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22ª Rodada da Serie A do Brasileirão – 2019

Sábado 28/09

Flamengo 0 x 0 São Paulo

Árbitro: Rafael Traci (SC)

VAR

Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)

Item Técnico

Não ocorreram lances de área que exigissem seu conhecimento e aplicabilidade das leis do jogo

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para flamenguistas e 04 para são-paulinos

Ressalva

Acertou no momento que marcou a maldosa falta cometida por Gabriel atacante flamenguista no oponente Daniel Alves

Entretanto

Seguindo o nojento deixa pra lá para não complicar advertiu Gabriel com cartão amarelo

Com isso

Preferiu desrespeitar a lei do jogo que, nestas situações: determina cartão vermelho

Domingo 29/09

Corinthians 1 x 0 Vasco

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)

VAR

Jose Henrique de Carvalho (SP)

Item Técnico

1º – Estava de frente pro lance, apesar disso:

– viu e não marcou a clara falta do corintiano Manoel no goleiro vascaíno no lance findado com a bola no fundo da rede

De pronto

Pressionando por vascaínos, alertado pelo VAR, boto-branco caminhou até o monitor,

– demorou tempão, voltou ao campo apontando corretamente a falta do corintiano no goleiro oponente

2º – Pikachu bateu falta favorável à equipe vascaína, dentro da área corintiana seu consorte Werlei, tocou a redonda pro fundo da rede

VAR

Informou irregularidade, boto-branco foi ao monitor, voltou ao campo apontando impedimento do vascaíno Werlei

3º – estando na posição de impedimento, Matheus Vital atacante corintiano tocou a pelota para seu consorte Jadson, manda-la pro fundo da rede

VAR

Comunicou, boto-branco acatou, apontando impedimento do Matheus Vital

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para corintianos e 05 para vascaínos

No todo

Trabalho fraquíssimo do principal representante das leis do jogo

Internacional 1 x 1 Palmeiras

Árbitro: Bráulio da Silva Machado (FIFA- SC)

VAR

Wilton Pereira Sampaio (FIFA- GO)

Item Técnico

Lance principal aconteceu próximo ao fim da contenda com placar 1 x 1, quando da falta cometida por Klaus defensor do internacional no palmeirense Willian,

No ato

Árbitro que tudo presenciou gesticulou segue o jogo; explico:

– após sofre a falta Willian caiu, bola tocou no seu braço, sobrou para o consorte

– Lucas Lima tocar para Bruno Henrique manda-la profundo da rede

VAR

Certamente comunicou que a bola tocou no braço do palmeirense, boto branco ouviu

Caminhou

Até o monitor, observou o que houvera ocorrido, incluso sua gesticulação segue o jogo, voltou ao campo, acertando por não validar o gol

Todavia

Prejudicou a equipe alviverde por não ter reiniciado a partida com falta sofrida por Willian

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 03 para defensores do Internacional e 03 para Defensores do Palmeiras

Copa Libertadores da América 2019 – Quarta Feira 02/10/2019

Grêmio 1 x 1 Flamengo

Árbitro: Nestor Pitana (FIFA-ARG)

VAR

Mauro Vigliano (FIFA-ARG)

Item Técnico

Acertou

1º – Por ter ouvido o VAR, caminhar até o monitor, demorar e voltar ao campo para marcar a falta cometida por Gabriel atacante flamenguista no oponente Kannemann pouco antes do também flamenguista Everton mandar à redonda profundo da rede gremista

2º – Após Gabriel dominar a redonda e manda-la profundo da rede oponente

Novamente

VAR comunica que ouve irregularidade; Nestor Pitana se dirige ao monitor, vê e revê o lance, volta ao campo apontando milimétrico impedimento do flamenguista no instante que tocou na redonda

Igualmente

O VAR comunicou ao árbitro Nestor Pitana após correta marcação da falta mal-intencionada cometida por Michel do Internacional no flamenguista Gerson que explano no:

Item Disciplinar

Pitana deveria ter tirado o cartão vermelho do bolso para expulsar Michel, como não o fez, preferiu o amarelo

Cartão Amarelo: Michel e + 2 consortes do Internacional e 02 para flamenguistas

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Politica

Todos os poderes do Supremo

A política caiu nas mãos da Justiça o STF decide pelos parlamentares

Embora não conheça os bastidores e meu trabalho costume ser distante de Brasília, às vezes sou tentado a dar explicações simples sobre esse complexo movimento do Supremo. Toffoli num certo momento, atendendo Flávio Bolsonaro, proibiu o Coaf de passar informações financeiras aos órgãos de investigação. Em seguida, Alexandre de Moraes suspendeu uma investigação do Coaf, na esteira da decisão de Toffoli. Finalmente, Gilmar confirmou a suspensão do processo de Flávio e Queiroz.

A decisão de Toffoli é problemática em si, pois traz prejuízos à luta contra a corrupção e se choca com compromissos internacionais do País. De sua parte, Bolsonaro escanteou o Coaf e o transformou num órgão de inteligência financeira no Banco Central.

Tudo começou com o dinheiro de Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro. O mínimo que se pode dizer e que é difícil de explicar, senão não haveria tanto empenho em bloquear as investigações. Mas o Coaf numa outra dimensão estava também examinando as contas bancárias da mulher de Toffoli e da de Gilmar. Pobre Coaf: uniu o presidente e dois Poderes contra ele. Sem contar Senado e Câmara, cujos líderes não morrem de amores por quem segue o curso do dinheiro.

Para agravar o problema, surgiu um grupo corrupto na Receita Federal, precisamente em contato com a Lava Jato do Rio de Janeiro. Foi desmantelado nesta semana. Tudo indica que acessou ilegalmente os dados da mulher de Gilmar.

Quando Toffoli proibiu usar dados do Coaf, ainda não se sabia desses crimes dos fiscais, levantados pela própria Lava Jato. E sua decisão repercute em centenas de casos policiais no Brasil, paralisa investigações. A suspeita de corrupção na Polícia Federal, por exemplo, não poderia suspender todas as suas atividades no combate ao crime.

Toffoli criou uma delegacia própria dentro do STF. Alexandre de Moraes funciona como o delegado. Censurou a revista Crusoé, determinou buscas e apreensões na casa das pessoas.

Eles têm um canto próprio de poder e os outros ministros parecem conformar-se. As lamentáveis declarações de Janot serviram para fortalecer esse núcleo e, simultaneamente, revelar seu viés autoritário.

Considero razoável que, depois do que disse, fosse apreendida a arma de Rodrigo Janot. Para evitar recaídas. No entanto, é completamente inexplicável apreender celulares, computadores e tablets na casa do ex-procurador. Não esclarece nada sobre o caso, todavia abre um leque de informações valiosas no jogo do poder.

Da mesma forma, é exagerado proibir que Janot se aproxime de qualquer ministro do Supremo. Não há nenhum indício de que represente perigo para os dez restantes. É supor que Janot encontrasse um ministro e dissesse: não tem o Gilmar, vai você mesmo.

São passos de uma dança velha como a política. A pretexto de combater os métodos autoritários, enveredam pelo caminho que querem combater.

Numa decisão do plenário, o Supremo deu a entender que poderia suspender muitas condenações da Lava Jato. Minha presunção é de ter sido apenas um bode na sala: restringir a anulação da sentença aos casos de quem recorreu.

Apenas uma presunção. O Supremo sabe que não há uma oposição pequena no Congresso e Jair Bolsonaro foi neutralizado pelo flanco aberto no caso de Flávio e Queiroz. A única modulação possível nasce na sociedade, embora algumas manifestações que pedem o fechamento do STF acabem por fortalecê-lo, tal como é. É uma situação complicada e no fundo está em jogo não a extinção da Lava Jato, mas o limite do freio de arrumação.

Se as coisas marcham nesse ritmo, o limite será dado com o fim da prisão em segunda instância. Suponho que esse seja o marco que pretendem atingir.

Não considero surpreendente que Lula tenha desprezado a progressão de sua pena e se recusado a deixar a prisão. Empregou toda a sua energia na tese de que é inocente e nega o processo de corrupção. Por que, agora, sair da cadeia e enfraquecer a própria narrativa? Sobretudo porque no horizonte está a decisão do Supremo sobre a prisão em segunda instância, ou mesmo a suspeição de Sergio Moro. Ele se mostra mais experiente que seus conselheiros.

Num mundo em que as narrativas atropelam as evidências, elas são a matéria-prima do processo eleitoral. Narrativas contra narrativas, as do populismo de direita ou de esquerda continuam sendo as que mais polarizam. Esse confronto é previsível e existe em outros países. O que há de singular é ver como a política caiu nas mãos da Justiça. De um lado, pela incapacidade de resolver no espaço próprio grandes temas nacionais. O Supremo decide pelos parlamentares. Além disso, tanto esquerda como direita têm seus problemas criminais e precisam sempre da boa vontade dos ministros.

Não creio que Toffoli, Gilmar e Moraes queiram o poder apenas para si. Duvido que contestassem o surgimento de outro núcleo, com objetivos próprios e, quem sabe, sua própria delegacia informal. Poderes monocráticos ou mesmo grupais na alta Corte são apenas um reflexo do vazio em torno dela.

O que é possível hoje, e nesse sentido a democracia está de pé, é protestar, mesmo sabendo que são eles que decidem se ouvem ou não. Como disse acima, é uma democracia. Mas não do tipo que você está satisfeito com seu funcionamento.

O processo de redemocratização foi tocado com consensos bastante amplos, como o da luta pelas eleições diretas. Os próprios atores o levaram para um impasse. Vieram a Lava Jato, as delações do fim do mundo.

As eleições eram um caminho para recomeçar. Mas a renovação foi insuficiente no Congresso. E Bolsonaro é um museu de novidades.

O próprio calendário eleitoral pode reanimar a energia renovadora, voltada para as cidades e seus problemas. Ainda assim, o quadro nacional continua inquietante.

É algo que pode ser também retomado com novas batalhas eleitorais. Mas não suprime a questão: o que fazer até lá, como se mover nesse labirinto?

Análise do jornalista Fernando Gabeira – publicada no Estadão do dia 04/10/2019

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Finalizando

“Não adianta tentar mostrar a verdade, para aqueles que sistematicamente insistem em acreditar nos contos de fadas”

Edergilian Alves de Sousa – Pensador

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Chega de políticos autodenominados enviado por “DEUS” por serem da mesma categoria dos Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

05/10/2019

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina http://esporteformigoni.blogspot.com

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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