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O poeta, os filhos e o Timbu na Série B

Ontem (08), de maneira ‘cardíaca’, o Náutico, que saiu perdendo o ‘jogo do ano’, diante do Paysandú, por dois a zero, e, no minuto final, empatou para, depois, nas penalidades, vencer por cinco a três, garantiu suado acesso à Série B do Brasileirão.

Mestre Roberto Vieira, o poeta que, nas horas vagas, cuida dos olhos de centenas de pernambucanos, teve os seus marejados, ao lado dos filhos, testemunhas de um momento que nunca mais esquecerão.

O registro da alegria pode ser conferido logo abaixo.

Tomara 2020 proporcione novas emoções a todos os amantes do Timbu.


PARA VIVER UM GRANDE AMOR (CRÔNICA TIMBU)

Por ROBERTO VIEIRA

Para falar de amor, Vinícius.

Para falar de futebol, Nelson.

Para falar de ontem os dois e a vida.

Pois vida e futebol são a arte do impossível.

Para viver um grande amor no futebol é preciso sofrimento.

Derrotas históricas.

Vitórias mitológicas.

Uma multidão em desvario.

Idosos, moços, crianças em transe bíblico no antigo Templo.

Minutos que passam.

2×0 para o adversário.

Um atleta capengando em campo diminuindo o marcador.

Seu melhor jogador estraçalhado pelos cravos oponentes.

A razão dizendo não.

O coração preso no estádio dizendo sim.

Para viver um grande amor no futebol é preciso um pênalti no último lance.

Pênalti na mesma barra de trágicas recordações.

Quando os rivais da cidade já espoucavam champanhe.

Quando estávamos de joelhos.

E de joelhos assistimos o pênalti beijar as redes.

Corrigindo uma injustiça milenar.

Para viver um grande amor no futebol é preciso mais.

É preciso uma disputa de pênaltis na mesma barra.

É preciso que todos os pênaltis sejam convertidos.

Novos cristãos.

É preciso que nosso goleiro defenda também.

Como defendeu.

Com o espírito do magistral goleiro Djalma, campeão pernambucano de 1939.

Djalma cujas cinzas repousam nesta barra.

Pois este foi o último pedido do célebre Djalma ao falecer.

Para viver um grande amor no futebol é preciso amar.

E amar parece simples como Vinicius.

Simples como Nelson.

Mas apenas quem ama verdadeiramente o futebol poderá viver esse grande amor.

E cada coração, rubro negro, tricolor, azul, amarelo, verde, compreende muito bem.

Mesmo sem palavras.

Pois o futebol se escreve com lágrimas.

Um dia de tristezas.

Noutros de alegria.

Como o amor…

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