Caso Ivan Moré se assemelha ao de muitos profissionais que desviaram-se do jornalismo

Após passagens por veículos da mídia tradicional, o jornalista Ivan Moré, sem mercado expressivo, viu-se obrigado a sobreviver das redes sociais — o que, dependendo do trabalho realizado, é perfeitamente digno — e de bicos por tempo determinado.
Foi nesse contexto que chegou à LeoDias TV.
Evidentemente, de um portal com esse perfil não se espera a priorização do jornalismo.
Quando a notícia surge, porém, é obrigação do jornalista lutar para divulgá-la.
O que teria ocorrido nos bastidores justificaria a desmoralizante demissão de Moré.
Segundo fontes, assim que veio à tona a informação de que o presidente da CBF utilizou dinheiro da entidade para fins particulares, o repórter teria brigado internamente para que a notícia não fosse publicada.
Descontente com a repercussão do caso, também teria passado a trabalhar sem a canopla de microfone que identificava a marca de seu empregador.
O que leva um jornalista a agir dessa maneira nem sempre é um mistério.
É até óbvio.
Qual profissional de imprensa, em regra trabalhando contrariado e apenas por dinheiro em um portal de fofocas, jogaria no lixo a oportunidade de desmascarar o presidente da CBF?
Moré parece não ter retroagido na carreira por acaso.
Se confirmadas as informações, não seria o único.
Muitos que antes brilhavam em grandes emissoras desviaram-se do caminho do jornalismo.
Alguns, por desespero ou inclinação pessoal, enveredaram por atividades que nem sempre podem ser consideradas lícitas.

