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Corinthians precisa explicar depósito na conta de doleiro que delatou Odebrecht e o grupo Silvio Santos

Adir Assad

A Folha de hoje, em parceria com o site ‘The Intercept’, revela que o doleiro Adir Assad, responsável por viabilizar pagamentos de propinas oriundos da Odebrecht, delatou ter lavado dinheiro do grupo Silvio Santos, maquiando contratos de patrocínios da ‘Tele-Sena’ a pilotos da Stock Car.

Segundo os relatos, sua remuneração atingia 10% do negócio.

O esquema consistia em anunciar um patrocínio maior com entrada de dinheiro menor aos pilotos e a diferença sendo destinada, em retorno, talvez aos cofres da empresa ou ao bolso de beneficiados.

Em 2017, o Blog do Paulinho revelou que o MPF encontrou, nas planilhas de Assad, transferências bancárias oriundas do Corinthians.

Tivemos acesso a uma delas, de R$ 49 mil, realizado em 23 de fevereiro de 2015, na conta do doleiro, que apresentava-se como ‘procurador’, apesar de ser proprietário da empresa ‘Engenharia Terraplanagem e Locação de Equipamentos SDS Ltda’.

Neste período, o presidente alvinegro era Roberto Andrade, o diretor de finanças, Emerson Piovesan, mas os negócios do clube, referentes à construção da Arena de Itaquera (apesar do TED ter sido realizado bem depois da inauguração, o que sugere, talvez, parcelamento) eram ordenados pelo atual mandatário, Andres Sanches e seu interlocutor com a Odebrecht, Luis Paulo Rosenberg.

Desde a revelação dessa estranha relação, nada foi esclarecido pela diretoria alvinegra, talvez por falta de questionamentos oficiais, típicos da pouca coragem da maioria dos conselheiros do clube em se contrapor aos atuais gestores.

Levando-se em consideração as novas revelações à respeito de Assad, do envolvimento em lavagem de dinheiro através de patrocínios esportivos, aliado às informações de que o Corinthians, há algum tempo, tem fechado contratos comerciais de exposição de marcas irrelevantes, algumas já inexistentes, muitas delas criadas momentos antes da assinatura dos vínculos, existe, sim, margem à novas dúvidas, que ultrapassam os limites do negócio ‘estádio de Itaquera’.

Se antes havia a necessidade de aguardar o agendamento de reuniões do Conselho para tocar no assunto, hoje existem comissões de conselheiros constituídas para, previamente, apurar e cobrar informações da diretoria a respeito desse tipo de dúvida.

A ‘faca e o queijo’ estão nas mãos dos responsáveis em analisar os documentos do estádio e também os negócios do marketing.


ADIR ASSAD NO WIKIPEDIA:

Adir Assad (14 de fevereiro de 1953) é um empresário e lobista paulista envolvido na CPI do Cachoeira[3], no escândalo da construtora Delta[4], no escândalo do Petrolão, investigado como operador de propina pela Operação Lava Jato, no escândalo da Transposição do São Francisco, investigado a partir de um desdobramento da Lava Jato,[5] no escândalo investigado pela Operação Saqueador, que investiga lavagem de dinheiro em 370 milhões de reais, na Operação Que País é esse, que investiga lavagem de dinheiro ao ex-diretor da Petrobras, Renato Duque[6], e no departamento de propina pelo setor de operações estruturadas, investigado pela Operação Dragão, a 36ª fase da Lava Jato.[7][8]

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