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Polícia Federal identifica dois novos recebedores de propinas do estádio do Corinthians

Recentemente, arquivos de uma transportadora de valores, utilizada pela Odebrecht para pagamento de propinas, foram interceptados pela Polícia Federal.

Num deles, havia áudios de uma conversa entre um entregador de dinheiro e o atual diretor administrativo do Corinthians, André Negão, braço direito do presidente Andres Sanches, indicado na planilha da construtora pelo codinome ‘Timão’.

Ouça logo abaixo:

O Estadão de hoje traz que outros apelidos atribuídos a facilitadores do sobrepreço no estádio de Itaquera tiveram, ao menos, seus intermediários identificados.

R$ 500 mil foram pagados em fevereiro de 2014, a uma pessoa de nome Erasmo, num ‘flat’ à Rua Ouro Branco, nº 150, no Jardim Paulista, que recebeu a quantia em nome do apelidado ‘Papai Noel’.

Um tal de Epaminondas recebeu mais de R$ 1 milhão para o codinome ‘Azeitona’.

A PF já sabe quem são os destinatários finais das propinas, mas os nomes, num inquérito que tramita em segredo de justiça, ainda não foram revelados.

O Blog do Paulinho, porém, encontrou indícios que podem, talvez, elucidar a questão.

No caso do apelidado ‘Azeitona’, a senha utilizada era ‘Montanha’, justamente a maneira como Marcio Seboso, assessor de Andres Sanches, presidente do Corinthians, gosta de ser tratado no Parque São Jorge.

Outro recebedor de vantagens conhecido era o ‘Palmas’, na verdade o atual diretor de relações institucionais e internacionais do Timão, o ex-deputado Vicente Cândido, que teria embolsado R$ 50 mil.

A senha utilizada pelo ‘Papai Noel’, que recebeu propina nos Jardins, era ‘peneira’.

No Corinthians, o responsável pela realização de ‘peneiras’ dos jovens que almejavam ingressar nas categorias de baso do clube, era Nei Assoli, coincidentemente, cunhado de Andres Sanches.

Recentemente, fonte da Polícia Federal revelou ao Blog do Paulinho que um pagamento indevido, ligado ao estádio do Corinthians, teria sido realizado dentro do estacionamento de um ex-diretor do clube, mas destinado, provavelmente, a quem forneceu aval, através de diversas assinaturas, a quase todos os contratos entre Odebrecht e o clube de Parque São Jorge.


Abaixo, matéria publicada pelo Blog do Paulinho, em 24 de abril de 2017, detalhando nomes e codinomes de pessoas ligadas ao Corinthians, supostos recebedores de propina da Odebrecht:

As senhas da propina no Corinthians. Novos números atingem R$ 7,1 milhões

Andres Sanches, Marcio Seboso (Montanha) e André Negão

Na última semana, o UOL revelou documentos que davam conta do pagamento, pelo apelidado “setor de propinas” da Odebrecht, de R$ 4,1 milhões em vantagens indevidas a dirigentes do Corinthians.

Tivemos acesso às mesmas documentações e algumas mais.

A soma aumentou, como previsto, para R$ 7.175.000,00, que devem, com o decorrer das investigações, sofrer novas alterações.

Todos os pagamentos foram realizados por Antonio Gavioli, que, não por acaso, assina os aditivos, junto com os últimos três presidentes do Corinthians, Andres Sanches, Mario Gobbi e Roberto Andrade, além do ex-vice de finanças, Raul Corrêa da Silva (a rubrica mais presente) e de Luis Paulo Rosenberg, que deu aval aos Boletins de Avanço (nos primeiros meses da obra).

Todos sabem, a Odebrecht tinha, por hábito, apelidar seus ‘beneficiados”.

Sabia-se, até então, que no Corinthians receberam dinheiro: Timão (identificado como Andres Sanches), Azeitona, Papail Noel, Trenó e Rena, porém o Blog do Paulinho descobriu mais um (ou uma) que é tratada como “Gazeta”.

Sem contar o “Palmas”, referente ao deputado federal e também conselheiro alvinegro, Vicente Cândido (PT)

Para cada pagamento, outra surpresa, existiam senhas específicas (que podem, em alguns casos, apontar intermediários, noutros, destinos para ocultação de verbas), algumas, para quem conhece os bastidores do Parque São Jorge, bem reveladoras.

30/09/2010 – R$ 50 mil

O primeiro a receber dinheiro por conta de ajudar a viabilizar as tratativas do estádio do Corinthians foi o deputado federal Vicente Cândido (PT), que tinha o codinome “Palmas”.

R$ 50 mil divididos em dois pagamentos de R$ 25 mil, realizados, ambos, em 30 de setembro de 2010.

21/08/2012 – R$ 10 mil

Em 21 de agosto de 2012, o (ou a) Gazeta recebeu R$ 10 mil, através da senha “abacate”.

25/02/2014 – R$ 505 mil

O reino do Papai Noel começou a ser agraciado neste dia 25 de fevereiro de 2014, quando o próprio, o “bom velhinho” recebeu R$ 500 mil da Odebrecht, sob a senha “peneira” e a apelidada “Rena”, R$ 5 mil, com a utilização da senha “foguete”.

27/02/2014 – 10 mil

Na sequencia, dois dias depois de Papai Noel e Rena, recebeu o “trenó” (R$ 10 mil), com a senha “janela”.

13/08/2014- R$ 1,3 milhão

Sob codinome Timão, o deputado federal Andres Sanches, segundo relatório da PF, consta da planilha da Odebrecht, neste 13 de agosto de 2014, como beneficiário do pagamento de R$ 1 milhão, que lhe foram entregues sob a senha: “planador”.

Outros R$ 300 mil ficaram com o “azeitona”, com a palavra “montanha” sendo utilizada como senha.

Há quem acredite que “azeitona” possa ser o vice-presidente do Corinthians, André Negão, e que o diretor de futebol feminino, apelidado Marcio “Seboso” pelas meninas do jogo, mas que no clube é conhecido como “Montanha”, uma espécie de “cão de guarda” de Sanches e do ex-bicheiro, possa estar, de alguma maneira, envolvido (como espécie de mula).

19/08/2014 – R$ 300 mil

Seis dias após, o Azeitona recebeu mais R$ 300 mil, novamente com a senha “Montanha”, dinheiro este que não constava do último cálculo.

11/09/2014 – R$ 500 mil

Antonio Gaviolli pagou R$ 500 mil à Andres Sanches (vulgo Timão) sob a sugestiva senha de “gasolina”, que pode indicar, talvez, utilização de um dos postos de gasolina do deputado federal para ocultação deste recurso.

O ex-presidente alvinegro possui um no bairro do Butantã e outro (apesar de neste não constar no Contrato Social), na zona Norte, em sociedade com o diretor adjunto das categorias de base alvinegras, Jacinto Antônio Ribeiro, vulgo Jaça.

18/09/2014 – R$ 500 mil

Novo pagamento a Andres Sanches, sob codinome “Timão”, porém agora sob a senha “asfalto”, que sugere, talvez, desvio de recursos de obras realizadas no entorno do estádio de Itaquera.

25/09/2014 – R$ 500 mil

Agora sob a senha “telhado” (cobertura do estádio ?), o deputado federal Andres Sanches, o “Timão”, recebeu mais R$ 500 mil, segundo investigação da Polícia Federal.

15/10/2014 – R$ 500 mil

Mais R$ 500 mil para o “Timão”, alcunha de Andres Sanches, pagos sob a senha “amarelo”

23/10/2014 – R$ 500 mil

Em 23 de outubro de 2014, Antonio Gavilli teria levado, pessoalmente, R$ 500 mil na residência do vice-presidente do Corinthians, André Negão, desta vez sem a necessidade de especificação de senha.

Rua Emílio Mallet nº 589, apto 172, no bairro do Tatuapé, em São Paulo – SP.

Por conta deste episódio, o dirigente alvinegro foi conduzido coercitivamente pela PF, no âmbito da “Operação Lava-Jato”, para prestar esclarecimentos, ocasião em foi foi preso, também, por porte de duas armas de fogo.

Negão, neste caso, seria apenas intermediário do deputado federal Andres Sanches, de quem é chefe de gabinete.

Sem datas, em 2014 – R$ 2,5 milhões

Outro documento da Polícia Federal lista mais R$ 3 milhões pagos pelo engenheiro Antonio Gaviolli, em espécie, ao deputado federal Andres Sanches (destes R$ 500 mil detalhamos no tópico acima), sob a alcunha “Timão”, diretamente intermediados pelo vice-presidente do Corinthians, André Negão (o que, tudo indica, dispensou a utilização das tradicionais “senhas”).

Todas no ano de 2014, sendo dois pagamentos de R$ 1 milhão e outros dois de R$ 500 mil.

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