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Prefeitura e Arena Fundo divergem na contabilidade dos Cids da Arena do Corinthians. Diferença é de R$ 216 milhões

Relatório do Arena Fundo, gestor do estádio de Itaquera, protocolado no último dia 15 na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pela BRL Trust, sua administradora, revela, entre outras coisas, os números de CIDs repassados pelo Corinthians à Odebrecht e quantos destes estariam, ainda, disponíveis para negociação:

  • em 26 de novembro de 2013, o Corinthians teria cedido R$ 346.973,00 em permuta de cotas juniores do Fundo
  • em 31 de abril de 2019, restariam, destes, R$ 69.229.374,76 a serem negociados.

Pelos números expostos, o repasse inicial de CIDs da Prefeitura ao Timão, que era de R$ 420 milhões, sofreu depreciação de R$ 73.027.000,00.

A conta foi avalizada pelo escritório de contabilidade Mazars Cabrera, originário no Reino Unido, que é ligada à Nike (a quem assessora), empresa que fornece materiais esportivos ao Corinthians.

Não existe, porém, na contabilidade do Arena Fundo, qualquer registro de novos repasses de CIDs, apesar destes constarem, oficialmente, como efetuados pela Prefeitura ao Timão.

Somados aos R$ 420 milhões, tivemos mais R$ 143 milhões, que perfazem o total de R$ 563 milhões.

Destes, novamente levando-se em consideração publicações oficiais (o extrato pode ser conferido no campo de buscas do Blog do Paulinho, em diversas postagens do dia em que foram formalizados e também no Diário Oficial), R$ 321 milhões foram destinados a empresas diversas, restando apenas R$ 242 milhões.

Em resumo:

  • A Prefeitura diz ter emitido R$ 563 milhões em CIDs ao Corinthians;
  • O Arena Fundo alega ter recebido apenas R$ 346.973.000,00;
  • A diferença é de R$ 216.027.000,00
  • O Fundo diz ter R$ 69.229.374,76 de CIDs ainda disponíveis;
  • Números oficiais garantem que R$ 242 milhões destes CIDs ainda não foram negociados;
  • A diferença é de R$ 172,7 milhões.

Nesse contexto, os seguintes esclarecimentos são necessários:

  • Por que o Arena Fundo não relaciona em seu balanço a totalidade de CIDs repassados pela Prefeitura ao Corinthians (o último recebimento, segundo o documento, teria sido efetuado em 2013) ?
  • O Timão não repassou os CIDs ao Fundo, conforme obrigação contratual ? Se não, que uso fez destes documentos ? Se vendeu, como os valores foram contabilizados ?
  • Na Prefeitura, existem registros de CIDs (todos precisam ter aval municipal e constam no Diário Oficial) suspeitos, alguns deles ao ex-diretor de futebol do Corinthians, Sergio Janikian. Quem foi o responsável, clube ou Arena Fundo ?
  • A diferença entre a contabilidade da Prefeitura e a do Arena Fundo (não há menção nas contas do Corinthians) sobre o fornecimento de CIDs é de R$ 216 milhões. Onde está esse dinheiro ?

A Comissão de conselheiros designada para avaliar contratos, acordos e contabilidade do negócio estádio de Itaquera, que, até o momento, nada de prático apresentou, poderia aproveitar a oportunidade para fazer essas perguntas aos cartolas envolvidos no rolo entre Corinthians e Odebrecht.

São eles: Andres Sanches, Luis Paulo Rosenberg, Raul Corrêa da Silva, Roberto Andrade, Mario Gobbi, Vicente Cândido e André Negão.

Indiretamente, através da filha, que é gerente financeira das contas do estádio, estaria também bem informado o ex-líder petista José Dirceu.

Questionada pelo Blog do Paulinho, até o momento da publicação, a diretoria do Corinthians não respondeu.

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