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Preconceito e covardia no Flamengo

Ao criticar protestos legítimos da torcida do Flamengo contra a péssima gestão esportiva do clube, Cacau Cotta, diretor de Relações Institucionais do rubro-negro, disparou:

“Do jeito que foi escrito, Mickey todo certinho, não foi a torcida. Aquilo é político”

O preconceito contra as origens populares da agremiação é tão evidente quanto a certeza de que o cartola não é adequado para representá-la.

Após a polêmica, diante da evidente reprovação de torcedores, Cotta tentou consertar:

“Quando falei do Mickey, parece que o protesto foi escrito no Word, que tinha um papel todo retinho, as letras bem feitas, uma coisa bem programada por um profissional, não é aquele torcedor que vai ali. Por isso, falei que era político”

Piorou.

Em sua concepção, o flamenguista, além de analfabeto na escrita é também leigo na informática.

A covardia do dirigente, que tenta desdizer o que é nitidamente fruto do que pensa, aliado à pouca coragem do presidente Rodolfo Landim, que o manteve no cargo mesmo diante do desrespeito às tradições do clube, são indicativos claros das razões do apequenamento esportivo do Flamengo nos últimos anos.

Para dirigir o Mengão se faz necessário entender o significado social, muito além das quatro linhas e dos gabinetes da cartolagem, desta popular agremiação.

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