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André Negão, a propina de Itaquera e o apartamento no Tatuapé

A divulgação dos áudios, pelo ESTADÃO, de negociação entre o diretor administrativo do Corinthians, André Negão, e o doleiro da Odebrecht, objetivando entregar dinheiro de suposta propina ao dirigente não surpreendeu a ninguém no Parque São Jorge.

Serviu apenas para comprovar o que ninguém duvidava, apesar de que a utilização da filha para receber o dinheiro tenha superado alguns limites.

Ouça André Negão, do Corinthians, acertando entrega de propina da Odebrecht

Quem conhece os bastidores do Corinthians sabe que o grosso do dinheiro indevido seria destinado a quem manda no cartola, ou seja, o presidente alvinegro Andres Sanches.

É improvável, porém, até pela nítida evolução de patrimônio da dupla, absolutamente incompatível com seus rendimentos declarados, que Negão, o intermediário, assim como ocorre com cambistas de “Jogo de Bicho” – área que conhece como poucos, não tenha embolsado seu percentual.

Para agravar essa percepção, o Blog do Paulinho revela, com documentos, a seguinte coincidência:

  • segundo a Polícia Federal, no dia 18 de agosto de 2014, André Negão recebeu parte da propina, de R$ 3 milhões, para facilitação de sobrepreço no estádio de Itaquera;
  • três meses antes, em 30 de maio, André Negão comprou suntuosa cobertura de 500m² no bairro do Tatuapé (a mesma utilizada para receber os valores pagos pela Odebrecht), que, segundo a escritura, lavrada no 9º Oficial de Registro de Imóveis, teria custado R$ 1 milhão (especialistas garantem que o preço real, não o venal – especificado no documento, pode ter atingido R$ 2 milhões)

O Blog do Paulinho soube, através de gente envolvida nas questões complicadas do estádio de Itaquera, que Negão teria recebido, em seu nome e para Andres Sanches, muito mais do que os R$ 3 milhões, por hora, revelados pela “Operação Lava-Jato”, através da troca de Notas Fiscais da N&A Multichassi Serviços Técnicos Ltda (renomeada, à época dos fatos, para Rei dos Chassis), por dinheiro vivo com emissários da construtora.

Este procedimento teria ocasionado, inclusive, o rompimento da sociedade, por conta da insatisfação do sócio, Diogénes Marcio Fernandes Ferraz, que, segundo informações, não participava deste esquema (da construtora).

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