LIBRA nasce desigual e com parceiros pra lá de suspeitos

Flávio Zveiter

Cinco clubes de São Paulo aliados ao Flamengo tentaram, dias atrás, à forceps, a criação de uma Liga de futebol, denominadas por eles como LIBRA (Liga do futebol Brasileiro), num ardil não engolido pelos demais.

Não é para menos.

O mentor do Estatuto é Flávio Zveiter, membro de uma ‘famiglia’ que os bastidores da justiça, comum e esportiva, conhecem bem.

Na reunião, que deveria ser realizada apenas por representantes das agremiações, havia a presença de um dos ‘senhores de escravos’ dos quais diziam querer a libertação: Reinaldo Carneiro Bastos, que, atualmente, puxa as cordas do Presidente da CBF.

As ‘leis’, não à toa, chegaram obscuras.

Os seis signatários não abrem mão de se manterem muito mais ricos do que os demais, independentemente da classificação esportiva, que deveria, junto com a audiência midiática, nortear os rumos das demarcações de dinheiro.

Sem divisão de recursos mais igualitária a LIBRA será mera alteração de nome de um sistema falido que já existe sob comando, ou desmando, da CBF.

Um campeonato forte passa pela possibilidade de todos lutarem em proximidade de condições pelo título.

Está aí a NBA, do basquete, e a Liga inglesa, no futebol, para comprovar.

Tomara os que não se deixaram enganar no primeiro encontro mantenham-se firmes no derradeiro – se for o derradeiro, impedindo que seus clubes sejam, de maneira irreversível, prejudicados.

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