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Blog do Paulinho

O pequeno presidente do Fluminense

Pedro Abad

Sem ter, há anos, bons motivos para discutir futebol, as equipes cariocas, em regra, se pegam nos bastidores em infindáveis litígios alicerçados em bobagens absolutas.

A briga entre Vasco da Gama e Fluminense pela localização de torcedores no estádio do Maracanã é antiga, mas ainda assim surreal.

Um diz ter direito, por tradição; outro, contratualmente.

Em meio a isso, até a Justiça, que deveria se preocupar com assuntos mais relevantes, se meteu, concedendo liminar aos Tricolores, indevidamente descumprida pelos vascaínos.

Nada porém, neste episódio, desceu a nível tão rasteiro quanto as declarações, incitadoras de violência, de um despreparado presidente do Fluminense.

Selecionamos trechos da entrevista coletiva de Pedro Abad:

“O Fluminense não concorda em nada com a organização desse jogo. Não concordamos com isso. Mas quero chamar nosso torcedor para a guerra amanhã. Quero dizer que nossos jogadores estão treinando até 1h30 da tarde, em um sol escaldante, estão se matando de treinar. E temos que ganhar o jogo amanhã. Nós vamos ganhar. Vamos para dentro. O time precisa do torcedor. Eu quero que vocês lotem aquele setor que não é o nosso (norte), que não é ali que é o nosso lugar. Mas o time é mais importante do que essa questão amanhã. Vamos lá para guerrear, para batalhar”

“Se tiver confusão, se tiver briga, se tiver acidente, se tiver morte, podemos colocar a responsabilidade em cima das pessoas que produziram essa aberração. Há seis anos que temos Fluminense e Vasco jogando no Maracanã sob essas regras e duas pessoas decidiram mudar. Que arquem com as responsabilidades quando der problema. Porque nós vamos fazer com que essas responsabilidades sejam arcadas. Podem ter certeza disso. O Fluminense vai quente e vai para dentro se algum torcedor nosso tiver algum problema de violência por causa de desencontro de setores amanhã. Nosso corpo jurídico já está preparado para isso”

A pequenez de seu presidente, um sujeito menor, explica o rebaixamento de relevância do Fluminense nos últimos anos, que deixou de figurar entre os favoritos de torneios importantes (o Carioca, assim como outros estaduais, não mais o são) para estar sempre entre os que lutam, se tanto, por vagas “de consolação”, como as da Sul-Americana, quando não para evitar cair a divisões inferiores.

EM TEMPO: decisão liminar de última hora, a pedido do lamentável presidente do Flu, determinou que a final da Taça Guanabara será disputada com portões fechados, devido à confusão relatada nessa postagem, ampliando ainda mais o vexame das equipes cariocas

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