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Detalhes e objetivos das mentiras contadas por dirigentes do Corinthians no “caso BMG”

Ricardo Guimarães (dono do BMG) e Kia Joorabchian

Em menos de 24 horas dois lamentáveis episódios, ambos em torno de informações à respeito da ligação entre BMG, afamado banco do mensalão, e o Corinthians, esclareceram ainda mais o comportamento dos dirigentes alvinegros que ocupam o poder no Parque São Jorge há longos doze anos.

Primeiro a revelação da Ata de reunião da instituição bancária dando conta de que, em vez dos R$ 30 milhões anuais em patrocínio, mentidos publicamente pelo primeiro ministro Luis Paulo Rosenberg, com a conivência do presidente Andres Sanches, eram, em verdade, R$ 12 milhões; depois a resposta oficial do clube, sem desmentir os fatos documentados, e, por consequência, confirmando, tacitamente, a inverdade de seus dirigentes.

Pego no contrapé, Rosenberg respondeu que ao falar de R$ 30 milhões tratava de um “adiantamento”.

Em sendo verdade, o clube começará o ano posterior, de 2020, devendo R$ 18 milhões ao BMG, valor que, provavelmente, como vem ocorrendo ao longo dos anos anteriores, deverá ser “acertado” com direitos federativos de jogadores (o BMG faz negócios com atletas por intermédio do Coimbra/MG, barriga de aluguel muito utilizada pelos agentes Giuliano Bertolucci e Kia Joorabchian).

Por quais razões o Corinthians mentiria o valor de patrocínio, questionaram alguns leitores do blog, no dia de ontem.

O histórico de fracassos em negociações recentes, em que o clube não consegue, por conta da má-fama no mercado, oriunda da frequente indicação de seus cartolas em problemas judicais, fechar acordos com empresas relevantes (a camisa está preenchida com anúncios de marcas desimportantes), aliado ao sucesso de seus adversários, que, mesmo com menor visibilidade nas exposições midiáticas, fecharam negócios melhores, motivaram a lorota, que tinha claro objetivo de esconder o vexame.

Em exemplo, o São Paulo recebe R$ 23 milhões pelo patrocínio master de sua camisa, o Palmeiras, quase R$ 100 milhões, o Flamengo, até há pouco, R$ 25 milhões da CAIXA , sem contar a dupla gaúcha, Grêmio e Internacional, fora do eixo Rio-São Paulo, R$ 13 milhões cada do Banrisul.

A grande verdade, contada, previamente, por este Blog do Paulinho na virada de 2018, é que o Corinthians, após encontrar imensa rejeição ao negociar patrocínios (a Mercedes Benz chegou a publicar Nota Oficial rechaçando acordo por impedimento de seu “compliance”, ou seja, risco de corrupção), recorreu à ajuda dos agentes de atletas que, há anos, dividem seus negócios com cartolas alvinegros, obrigando-os a encontrar alternativas para a falta de recursos.

Nesse contexto, a dupla Bertolucci/Joorabchian convenceu o parceiro comercial Ricardo Guimarães, dono do BMG, a participar do salvamento”, ele que já possuía negócios com atletas do Timão, alguns disfarçados, na contabilidade do clube, como empréstimos bancários.

Aliás, basta verificar o pifio desempenho do banco nos anos de 2017 (lucro anual de R$ 33 milhões) e 2018 (lucro de R$ 78 milhões) para comprovar a impossibilidade real de investir R$ 30 milhões em publicidade.

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