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Pânico de Flavio evidencia que Queiroz, mais do que motorista, atuava como “caixa” da família Bolsonaro

Após décadas chafurdando no baixo clero da política nacional, a família Bolsonaro, alçada ao poder por uma conjunção de circunstâncias políticas que dificilmente serão repetidas no Brasil, ainda não aprendeu a se comportar de acordo com a relevância de suas novas atribuições.

Se antes, os deslizes de conduta pouco repercutiam por conta da irrelevância dos personagens, agora, basta um espirro para tornarem-se manchetes dos principais veículos de comunicação.

Ontem, um deles, Flavio Bolsonaro, desesperado com os desdobramentos do ‘Caso Queiroz”, acabou por meter os pés pelas mãos, recorrendo à fuga do “foro privilegiado” (tão combatido pelos discursos da família) e a um pedido de encerramento de investigações (outro contrassenso com as ideias que propagavam) sobre movimentações financeiras pra lá de suspeitas de um ex-assessor em aparente benefício, pessoal, de seus comandantes.

Foi um tiro no pé, constrangedoramente acolhido pelo Ministro Luis Fux, do STF.

Se antes aliados da família Bolsonaro esforçavam-se para defendê-los com a utilização do benefício da dúvida, agora nem estes, claramente decepcionados, tiveram forças para fazê-lo após a divulgação da Nota Oficial do MP-RJ, que escancarou a tentativa de empurrar a sujeira para debaixo do tapete.

Tem ficado cada vez mais claro que não existe verdade nas tentativas de justificar as atribuições de Queiroz no gabinete de Bolsonarinho, assim como na esfarrapada e mal elaborada desculpa da movimentação de R$ 1,2 milhão, sobre uma renda de R$ 8 mil mensais (parte destes depositados na conta da esperta primeira dama), explicados como originários de comercio informal de veículos.

Os Bolsonaros, acostumados a não serem importunados mesmo quando receberam R$ 200 mil da JBS – delatados por executivos desta como pagamento de propina – e disfarçaram como se fosse doação partidária, tropeçaram até quando precisaram ajudar a esconder o problema, instalando-o, a pretexto de grave patologia, no mais caro hospital do país, incompatível com a renda oficial do internado.

As evidências, diante dos fatos revelados durante este período, mas, principalmente, após o gesto desesperado de Flavio, na tarde de ontem, levam à conclusão (que o MPF tem obrigação de tentar comprovar) de que Fabrício Queiroz atuava como espécie de “caixa” da família Bolsonaro, recebedor e pagador de tudo o que não poderia ser manipulado oficialmente, justificando, assim, o grande esforço do Governo para silenciá-lo.

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