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A “folha corrida” do empresário suspeito de financiar a campanha de Bolsonaro com “Caixa 2”

Luciano Hang

Propaganda beneficiando Bolsonaro, no Facebook, paga pelo empresário, foi punida pela Justiça, mas dinheiro não está contabilizado como doação de campanha


Na última semana, Luciano Hang, dono da Havan, foi acusado de investir dinheiro sujo (Caixa 2) na campanha presidencial de Jair Bolsonaro, gastando muitos milhões de reais na produção e distribuição de “fake news” através do whatsapp, ação também tratada como criminosa.

Não é a primeira confusão envolvendo o nome do empresário.

Em 1999, a Havan foi condenada a pagar R$ 117 milhões (R$ 562 milhões, corrigidos) para a Receita Federal (a maior multa da história), por sonegação de impostos, e R$ 10 milhões (R$ 48 milhões atualizados) ao INSS, por apropriar-se, indevidamente, do dinheiro dos funcionários.

O acerto, porém, foi facilitado pelo REFIS, que concedeu-lhe prazo de incríveis 115 anos para quitação.

Cinco anos depois, em 2004, Luciano foi acusado, pelo MPF, por descaminho, falsificação, crime contra o sistema financeiro e tributário, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, sendo condenado, em primeira instância, a treze anos, nove meses e doze dias de prisão, além do pagamento de multa de R$ 1,2 milhão (R$ 2,9 milhões atuais).

Na segunda instância, porém, deu “sorte”, porque o processo prescreveu, livrando-o de provável encarceramento.

Em 2013, Luciano Hang processou o Google, exigindo que os termos “condenado” e “preso” fossem dissociados de seu nome na busca do portal, mas a Justiça indeferiu o pedido após a empresa comprovar que as matérias não poderiam ser controladas porque eram oriundas dos sites da Justiça Federal, a quem o dono da Havan preferiu não acionar.

Confira a íntegra da decisão judicial:

google 1

Neste ano, participando ativamente da campanha de Bolsonaro, o empresário envolveu-se, além do episódio do “Caixa 2” para o whatsapp, em investigação, pela qual foi novamente apenado (com multa), por coagir funcionários a votarem no capitão, e em ação promovida pelo PSDB, que acusou-o de comprar espaço publicitário no facebook para divulgar o candidato do PSL.

A Justiça assistiu razão aos tucanos, obrigou o facebook, sob multa diária de R$ 30 mil, a retirar a propaganda do ar, conprovando a ligação de Luciano com o episódio, mas, até o momento, este dinheiro também não foi contabilizado na campanha de Bolsonaro, o que, em tese, configuraria novo crime eleitoral.

Confira a sentença a seguir:

PSDB ação

Diante desse histórico, é estranho que Bolsonaro, tão enérgico no discurso de combate à corrupção, tenha aceitado aliar-se, e receber dinheiro, de figura tão complicada.

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2 comentários em “A “folha corrida” do empresário suspeito de financiar a campanha de Bolsonaro com “Caixa 2””

  1. O brazuca de classe média “num geral” gosta de “pagar de honesto” e “homem de bem”, mas são ordinários e hipócritas, fingem não tolerar a sujeira, mas a verdade é que não toleram a sujeira dependendo de onde ela venha. Um povo medíocre, mesquinho e moralmente destroçado.
    Merecerão cada momento tenebroso que “passarão na mão” desta lacra imunda, o problema disso é que quem não merece se ferrará também.

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