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Os problemas do “Ministro da Casa Civil” de Bolsonaro, que é bancado pela Taurus, fabricante de armas nacionais

Onyx Lorenzoni e Jair Bolsonaro

Durante a semana, Jair Bolsonaro, candidato à presidência do Brasil, acreditando estar às portas do Planalto, começou a declinar nomes de seus futuros ministros, alguns destoantes do discurso de campanha que sugere “tolerância zero” contra a corrupção.

O “Posto Ipiranga” Paulo Guedes será o Ministro da Fazenda, mesmo sendo investigado, pelo MPF, por falcatruas diversas no mercado financeiro.

Aliás, não foi a primeira vez.

Guedes já foi acusado, pela CVM, em 2005, de prática semelhante, mas uma de suas empresas parceiras assumiu a culpa e o inquérito foi arquivado.

A novidade da semana se deu na indicação do deputado Onyx Lorenzoni para, se Bolsonaro vencer, comandar o Ministério mais relevante do Governo, o da Casa Civil.

O histórico do “novo ministro” faz Guedes parecer “coroinha” de igreja.

Contextualizando, uma das promessas de campanha mais relevantes, e controversas, de Jair Bolsonaro, é a liberação do porte de armas para qualquer cidadão brasileiro, que, antes mesmo de cumprida, ocasionou acréscimo de preço nas ações da fabricante Taurus, na casa de 20%.

Justamente a empresa que, ao menos desde 2006, banca campanhas eleitorais de Onyx Lorenzoni.

Foram, oficialmente, R$ 110 mil em 2006, R$ 250 mil em 2010 e R$ 100 mil em 2014.

É pouco provável, diante do histórico dos políticos nacionais, que somas mais relevantes não tenham lhe sido direcionadas, amparadas em contabilidades flexíveis.

Houve aparente contrapartida, que, se confirmada, segundo metodologias adotadas pela Justiça Federal em julgamentos da “Operação Lava-Jato”, poderia configurar as supostas doações como recebimento de vantagens indevidas, popularmente conhecidas, por alguns, como “propinas”.

Em 2010, o anunciado ministro de Bolsonaro assinou a PL 7136/2010, que previa a liberação da caça de animais, agenda, há tempos, defendida pelos fabricantes de armas.

Somente em 2014, Onyx apresentou três Projetos de Lei no Congresso que flexibilizam as normas para porte de armas, mas, a grande ajuda aos interesses da Taurus aconteceu com a MP nº 693, proposta pelo deputado, que, em síntese, dificulta a importação de armas para o Brasil:

Ou seja, libera-se as armas, mas restringe-se a comercialização às empresas nacionais, transformando o mercado numa “mina de ouro” para a Taurus e demais, prováveis, investidores interessados no negócio.

No dia 19 de novembro, o Instituto Defesa, então apoiador de Onyx, detonou-o, publicamente, por conta da manobra, em Nota assinada pelo presidente Lucas Silveira.

Lucas Silveira

Diz trecho:

“(…) o deputado Onyx Lorenzoni tem um longo histórico de defesa da liberdade ao acesso de armas, mas, desta vez, parece ter se rendido às falcatruas daqueles que pretendem ver o mercado (internacional) fechado ao Brasil”

“Em 2014, o Instituto Defesa apoiou a campanha de Lorenzoni, orientando seus 120 mil associados a votarem nele. Por este motivo, vimos através desta notificação, emitir os mais sinceros pedidos de desculpas”

“Nós erramos e fomos enganados, assim como os eleitores deste homem”.


OUTROS PROBLEMAS DE ONYX LORENZONI

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O Deputado Onyx Lorenzoni, além da suspeita ligação com a Taurus, levará consigo, para o Ministério da Casa Civil – se Bolsonaro conseguir se eleger – outros episódios marcados pela falta de transparência em seus procedimentos.

Em 2004, candidato derrotado à Prefeitura de Porto Alegre, Lorenzoni foi acusado de usar verbas públicas destinadas a divulgação de atividades legislativas para sua campanha eleitoral.

Recentemente, Onyx foi delatado por Alexandrino Salles, da Odebrecht, por recebimento de propina disfarçado de doação eleitoral – pratica recorrente da empreiteira – sendo investigado, no STF, através do Inquérito nº 4.400, de setembro de 2017, que acabou sendo arquivado pelo Ministro Luiz Fux.

Por fim, no mesmo ano, o parlamentar e seu partido, o DEM, tiveram suas contas de campanha reprovadas, por unanimidade, pelo TRE-RS, sendo condenados a pagar multa de R$ 3,3 mil, além de proibição de receber repasses do fundo partidário:

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