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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“A verdade é como um leão; você não precisa defendê-la. Deixe-a solta, e ela se defenderá a si mesma”

Santo Agostinho

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Emudecer é consentir

Nos dias de hoje, como no meu tempo nas esquinas da vida, grande maioria dos árbitros tecem criticas aos dirigentes da CBF, Federação Paulista de Futebol e entidades representativas.

Todavia

Se é que exista um desgarrado dos valores vindos das escalas, tem coragem para trombar cara a cara com os dirigentes como eu o fazia, não por mim, mas por todos, por entender que,

– Somente aquele que vive longínquo dos nojentos apadrinhamentos, das criticas aos colegas e implorando escalas, tem moral para enfrentar toda e qualquer situação

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26ª Rodada do Brasileirão – 2018

Sábado22/09

São Paulo 1 x 1 América-MG

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)

Item Técnico

Meia boca, vez que não ocorreram lances duvidosos

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: Arboleda, defensor do São Paulo e Carlinho, defensor do América

Tremeu

Covardemente o boto-branco se fez de migue por não ter advertido com o segundo amarelo, que seria seguido do vermelho para o são-paulino Arboleda; como não o fez, depressinha, o gringo foi substituído

Domingo 23/09

Corinthians 1 x 1 Internacional

Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO)

Item Técnico

Validou o gol irregular do Internacional marcado por Leandro Damião na posição de impedimento, no ato, fiquei na duvida;

TV

Através imediata reprise; observei três dos pares de Leandro Damião na mesma linha, assim como, na mesma linha, se encontrava o assistente 02: Leone Carvalho Rocha (GO), a quem debito parte maior do erro, parte menor, cabe ao adicional 02: Daniel de Sousa Macedo (RJ), vez que: o fato ocorreu na sua frente

Item Disciplinar

Cartão Amarelo corretamente aplicado para dois dos defensores da equipe gaúcha

Remato

Corinthians ficou no prejuízo

Sport 0 x 1 Palmeiras

Árbitro: Paulo Roberto Alves Junior (PR)

Item Técnico

Desenvolveu seu trabalho com poucos erros

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: para defensores do Sport e 02 para defensores do Palmeiras, no entanto;

– deixou de fazê-lo para o palmeirense Thiago Santos, que bateu e bem na maioria dos lances que participou, bem como:

– pro também palmeirense Deyverson, quando da execrável simulação que houvera sido atingido por um dos oponentes

Copa do Brasil 2018 – Quarta Feira 26/09

Corinthians 2 x 1 Flamengo

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)

Item Técnico

Poucos senões

No todo

Desempenho aceitável

Item Disciplinar

No transcurso da contenda Ricardo Marques Ribeiro agiu corretamente nos momentos que advertiu 01 defensor corintiano e 03 flamenguistas

Restrição

Ricardo Marques Ribeiro se excedeu por ter dado muitas explicações para os atletas, como também, por ter chamado a atenção através sinais não coerentes com a atividade

Concluo

Passou e muito da hora dos componentes da CA-CBF tomar o chá de semancol, avocar Ricardo Ribeiro Marques dizendo:

– Respeitamos sua opção, no entanto: solicitamos que abrande o querer aparecer

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Política

Jornalismo sem adjetivos

O leitor, cada vez mais crítico e exigente, quer notícia, quer informação substantiva

Jornalismo é a busca do essencial, sem adereços, adjetivos ou adornos. O jornalismo transformador é substantivo. Sua força não está na militância ideológica ou partidária, mas no vigor persuasivo da verdade factual e na integridade da sua opinião. A credibilidade não é fruto de um momento. É o somatório de uma longa e transparente coerência.

A ferramenta de trabalho dos jornalistas é a curiosidade. A dúvida. A interrogação. Há um ceticismo ético, base da boa reportagem investigativa. É a saudável desconfiança que se alimenta de uma paixão: o desejo dominante de descobrir e contar a verdade.

Outra coisa, bem diferente, é o jornalismo de suspeita. O profissional suspicaz não tem “olhos de ver”. Não admite que possam existir decência, retidão, bondade. Tudo passa por um crivo negativo que se traduz numa incapacidade crescente de elogiar o que deu certo. O jornalista não deve ser ingênuo. Mas não precisa ser cínico. Basta ser honrado, trabalhador, independente.

A fórmula de um bom jornal reclama uma balanceada combinação de convicção e dúvida. A candura, num país marcado pela tradição da impunidade, acaba sendo um desserviço à sociedade. É indispensável o exercício da denúncia fundamentada. Precisamos, independentemente do escárnio e do fôlego das máfias corruptas e corruptoras, perseverar num verdadeiro jornalismo de buldogues. Um dia a coisa vai mudar. E vai mudar graças também ao esforço investigativo dos bons jornalistas. Essa atitude, contudo, não se confunde com o cinismo de quem sabe “o preço de cada coisa e o valor de coisa alguma”. O repórter, observador diário da corrupção e da miséria moral, não pode deixar que a alma envelheça.

Convém renovar a rebeldia sonhadora do começo da carreira. Todos os dias. O coração do repórter deve pulsar em cada matéria.

Alguns desvios, no entanto, podem comprometer o resultado final do trabalho. A precipitação é um vírus que ameaça a qualidade informativa. Repórteres carentes de informação especializada e de documentação apropriada ficam reféns da fonte. Sobra declaração, mas falta apuração rigorosa. O poder público tem notável capacidade de pautar jornais. Fonte de governo é importante, mas não é a única. O jornalismo de registro, pobre e simplificador, repercute o Brasil oficial, mas oculta a verdadeira dimensão do País real. Muitas pautas estão quicando na nossa frente. Muitas histórias interessantes estão para ser contadas. Precisamos fugir do show político e fazer a opção pela informação que realmente conta. Só assim, com didatismo e equilíbrio, conseguiremos separar a notícia do lixo declaratório.

A incompetência foge dos bancos de dados. Troca milhão por bilhão. E, surpreendentemente, nada acontece. O jornalismo é o único negócio em que a satisfação do cliente (o consumidor da informação) parece interessar muito pouco. O jornalismo não fundamentado em documentação é o resultado acabado de uma perversa patologia: o despreparo de repórteres e a obsessão de editores com o fechamento. A chave de uma boa edição, no impresso e no digital, é o planejamento. Quando editores não formam os seus repórteres, quando a qualidade é expulsa pela ditadura do deadline, quando as entrevistas são feitas só por telefone e já não se olha nos olhos do entrevistado, está na hora de repensar todo o processo de edição.

O culto à frivolidade e a submissão à ditadura dos modismos estão na outra ponta do problema. Vivemos sob o domínio do politicamente correto. E o dogma do politicamente correto não deixa saída: de um lado, só há vilões; de outro, só se captam perfis de mocinhos. E sabemos que não é assim. A vida tem matizes. O verdadeiro jornalismo não busca apenas argumentos que reforcem a bola da vez, mas também, com a mesma vontade, os argumentos opostos. Estamos carentes de informação e faltos da boa dialética. Sente-se o leitor conduzido pela força de nossas idiossincrasias.

Por outro lado, ao tentar disputar espaço com o mundo do entretenimento, a chamada imprensa séria está entrando num perigoso processo de autofagia. A frivolidade não é a melhor companheira para a viagem da qualidade. Pode até atrair num primeiro momento, mas depois, não duvidemos, termina sofrendo arranhões irreparáveis no seu prestígio, na sua marca.

Registremos, ademais, os perigos do jornalismo de dossiê. Os riscos de instrumentalização da imprensa são evidentes. Por isso é preciso revalorizar, e muito, as clássicas perguntas que devem ser feitas a qualquer repórter que cumpre pauta investigativa: checou? Tem provas? A quem interessa essa informação? Trata-se de eficiente terapia no combate ao vírus da leviandade.

O esforço de isenção, no entanto, não se confunde com a omissão. O leitor espera uma imprensa combativa, disposta a exercer o seu intransferível dever de denúncia. Menos registro e mais apuração. Menos fofoca e mais seriedade. Menos espetáculo de marketing político e mais consistência.

Finalmente, precisamos ter transparência no reconhecimento de nossos equívocos. Uma imprensa ética sabe reconhecer os seus erros. As palavras podem informar corretamente, denunciar situações injustas, cobrar soluções. Mas podem também esquartejar reputações, destruir patrimônios, desinformar. Confessar um erro de português ou uma troca de legendas é fácil. Porém admitir a prática de atitudes de prejulgamento, de manipulação informativa ou de leviandade noticiosa exige coragem moral. Reconhecer o erro, limpa e abertamente, é o pré-requisito da qualidade e, por isso, um dos alicerces da credibilidade.

A força de uma publicação não é fruto do acaso. É uma conquista diária. A credibilidade não combina com a leviandade. Só há uma receita duradoura: ética, profissionalismo e talento. O leitor, cada vez mais crítico e exigente, quer notícia. Quer informação substantiva.

Autoria do jornalista Carlos Alberto Di Franco- Pulicado no Estadão do dia 26/09/2018

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STF

Por mais uma vez o desonrado ministro Ricardo Lewandowski favorece Luladrão. Desta feita conforme noticiário autorizou que o chefão do bando oficial que infelicitou por aproximadamente 13 anos nosso Brasil, brasileiro, a quem deve sua indicação e aprovação para ministro, que conceda entrevista para a colunista Monica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo, nas dependências da policia Federal, local em que cumpre prisão, porque, na verdade; seu protegido deveria estar cumprindo a pena no presidio comum, sem qualquer regalia, como as cumprem os chefões das quadrilhas não oficiais.

EM TEMPO: na noite de sexta-feira (após envio desta coluna ao Blog do Paulinho), o ministro Luis Fux suspendeu a liminar de Lewandowski, proibindo a FOLHA de, caso a entrevista já tiver sido realizada, de divulgá-la

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Finalizando

“A política é a condução dos negócios públicos para proveito dos particulares”

Ambrose Bierce – foi um crítico satírico, escritor e jornalista estadunidense

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP29/09/2018

Confira abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar em nosso canal do YouTube.

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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