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Jair Bolsonaro utiliza 36% do dinheiro de doadores, sem aviso prévio, para financiar campanhas de seus filhos

Até o momento, segundo prestação oficial de contas protocolada no TSE, o candidato a Presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), diz ter recebido R$ 897.829,06 em doações eleitorais.

Destes, porém, destinou 25% às campanhas de seus filhos, Flavio Bolsonaro, que concorre ao senado no Rio de Janeiro, e Eduardo Bolsonaro, postulante a deputado federal, em São Paulo.

R$ 200 mil (R$ 100 mil para cada).

O percentual, levando-se em consideração apenas dinheiro de doadores “pessoas físicas”, ou seja, não originário de fundo partidário, amplia-se ainda mais.

Bolsonaro recebeu R$ 541.982,00 de financiamento coletivo (diversos eleitores contribuíram), além de R$ 18.700,00 de doações pessoais, que, somados, atingem R$ 560.682,00.

Ou seja, aproximadamente 36% do dinheiro doado pelos eleitores para financiar a campanha a presidente de Jair Bolsonaro é desviado, sem aviso prévio, com objetivo de eleger seus familiares.

Flavio Bolsonaro ainda não prestou contas de suas receitas e despesas à Justiça Eleitoral, mas a prestação de Eduardo Bolsonaro demonstra bem o peso deste dinheiro na campanha.

Em sua campanha ao parlamento, Eduardo diz ter recebido R$ 180.233,00 em doações.

R$ 100 mil destes, em verdade, de doações que, a princípio, haviam sido destinadas à candidatura presidencial de Jair Bolsonaro.

Escandalosos 56%.

Levando-se em consideração apenas dinheiro recebido de pessoas físicas (sem contar o fundo partidário), Eduardo Bolsonaro arrecadou apenas R$ 13.233,00 (R$ 5.500,00 em doações pessoais e R$ 7.733,00 de financiamento coletivo), elevando o percentual da contribuição do dinheiro desviado da campanha do pai, Jair, para 760%.

A manobra é lícita, segundo a legislação eleitoral, mas absolutamente anti-ética, quando não imoral, ao não ser revelada, previamente, ao eleitor no momento da doação.

Recentemente, Bolsonaro, para se defender de ter contratado a famosa “Wal do Açai”, funcionária fantasma que recebia vencimentos da verba parlamentar de seu gabinete (dinheiro público), mesmo sem nunca ter pisado no local, argumentou também, mesmo diante do flagrante desvio de conduta, estar “amparado pela lei”.

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