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Malandragen ofusca comoção e afunda campanha de Jair Bolsonaro

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Magno Malta, Silas Malafaia e Jair Bolsonaro

Pesquisa Data-Folha, revelada ontem no Jornal Nacional, realizada após o lamentável atentado ao candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro, trouxe realidade ao mundo fantasioso de seus seguidores.

Esperava-se que a comoção angariasse apoio dos indecisos à campanha do Capitão, e, ultrapassando os limites do otimismo, pudesse, também, reverter voto adversário.

Bolsonaro cresceu apenas dois pontos percentuais, segundo o levantamento (22% para 24%), sendo que outros candidatos, em alguns casos, tiveram evolução bem maior.

Confirmou-se a manutenção da antipatia do eleitorado pela figura pessoal e política, além das ideias do militar, mesmo após enorme exposição midiática do referido episódio.

O índice de rejeição, que já não era pequeno, disparou entre os que afirmam não votar no militar “de jeito nenhum”.

De 39% para 43%.

Seus adversários, ao contrário, mantiveram a rejeição próxima de níveis anteriores, metade, em alguns casos, do que a observada em Bolsonaro.

Alckmin teve 24%, Haddad 22%, Ciro Gomes 20% e Marina Silva 29%.

Evidencia-se, diante desse quadro, a incapacidade e o despreparo da campanha de Jair Bolsonaro, que, minutos após o atentado, já metia os pés pelas mãos em tentativas desastradas e populistas de comunicação com a sociedade.

O ápice se deu na deplorável roda de oração, com o candidato em leito hospitalar, promovida pelos “espertalhões” Magno Malta e Silas Malafaia, exposta publicamente, pelos próprios, em rede social.

A utilização de “Deus” como cabo eleitoral.

Ato de malandragem explícita, que, diante da canastrice dos protagonistas, elevou o repúdio popular.

Ficou claro que o atentado contra Bolsonaro, em primeiro momento, comoveu a todos diante da evidente barbaridade, mas, as ações posteriores ajudaram a população a relembrar de quem se tratava e, principalmente, quem são seus apoiadores mais relevantes.

A “mitologia” restringiu-se ao grupo dos pouco mais de 20% de apoiadores de suas ideias e, por vezes, delírios, sem respingar num voto sequer dos outros candidatos, obtendo crescimento ínfimo entre os indecisos, que, dentro da margem de erro, talvez sequer tenha acontecido.

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