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A pintura da Fazendinha

Com razoável alarde, o Corinthians tentou transformar em notícia positiva a falta de dinheiro para reformar a Fazendinha, que, na última semana, completou 90 anos.

Em verdade, o estádio estava interditado por falta de segurança e, nitidamente, caindo aos pedaços.

O descaso com a história do clube, que há onze anos trabalha sob ordens dos mesmos gestores, é tamanho que o diretor cultural alvinegro é advogado flagrado em duas oportunidades – no SBT e na GLOBO – defendendo interesses de empresa que rouba dinheiro de aposentados.

Apelando para o emocional do torcedor corinthiano (teve até conselheiro com discurso oposicionista caindo na conversa), os cartolas inventaram o “Mutirão da Fazendinha”, com objetivo de pintar o estádio, com esforço alheio, encobrindo a falta de recursos para executar a obra.

Pior: a pintura sobrepôs-se ao que não foi reformado, e, em breve, terá que ser refeita.

O torcedor que participou do evento, claro, de boa fé, sequer percebeu estar sendo enganado, saindo feliz do Parque São Jorge por ter participado de suposto evento histórico.

Esse tipo de “aplique” emocional sempre tem boa receptividade.

Haja vista a quantidade de voluntários que trabalharam, supostamente em nome da Pátria, na Olimpíada e no Mundial da FIFA, evitando que os cartolas investissem recursos de sobrepreço nos serviços e perdessem boa parte da propina embolsada.

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