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Futebol, amadurecimento e rompimento: o caminho que Neymar precisa seguir

Ainda atônito com a rapidez das mídias sociais em transformar ídolos em piadas mundiais, o jogador Neymar, que corroborou para tal por conta da tardia imaturidade, sumiu da mídia para evitar novos deslizes.

Mas não poderá se esconder por muito tempo.

Em breve terá que voltar ao trabalho e também aos compromissos midiáticos.

Aos 26 anos, Neymar sabe que perdeu sua oportunidade mais promissora de conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo pela FIFA.

A Copa serviria de “atalho” para pretensões difíceis de superar Messi e Cristiano Ronaldo, pelo menos enquanto estes estiverem atuando em bom nível.

Abaixo dessas duas lendas, os melhores concorrem em igualdade de condições e necessitam não apenas uma temporada irretocável como também associá-las à conquistas relevantes de suas equipes.

Se na Seleção Brasileira houvesse conquistado a Copa, Neymar seria o protagonista, diferentemente do que sempre ocorreu nas equipes por onde passou, em que nunca foi o jogador principal.

No Santos, o mais afamado – sabemos hoje, indevidamente – era Paulo Henrique Ganso.

Pelo Barça, Neymar brilhou, mas sempre abaixo de Messi e Iniesta.

Daqui por diante, não terá vida fácil no PSG, diante da ascensão de Mbappe, confirmada em atuação que o brasileiro nunca teve durante uma Copa do Mundo.

Encontrar motivação para seguir jogando futebol em alto nível, não apenas pelo desgaste dos recentes fracassos, mas também pelas alternativas lucrativas que o cercam, será grande desafio para Neymar buscar o olimpo tão sonhado.

Por conta do inquestionável talento, talvez retomar a profissão sob pressão nem seja sua tarefa mais difícil.

Duro será amadurecer.

Até a próxima Copa do Mundo – sua provável última chance de imortalidade – Neymar terá que enxergar (o que para todos os que acompanham sua carreira de fora é límpido e cristalino) e se livrar da má-influência do pai.

Neymar pai é um sujeito de fama ruim, pessoal e comercial (se é que se pode tratar o que fazia nesses termos) por todos os lugares em que conviveu.

O comportamento nocivo foi agravado pelo poder que se impôs de comandar os negócios, as finanças e os procedimentos públicos do filho.

Errou, como era de se esperar, em tudo.

Enfiou o craque num rolo com a Receita Federal que quase o complicou criminalmente; apoia, em vez de se contrapor, aos mais de 15 “parças” que Neymar sustenta sem contrapartida relevante; estimula conflitos do filho com seus críticos; é incapaz de convencer-lhe a trocar simulações e reclamações com a arbitragem pela inteligência de levantar, sacudir a poeira e voltar a driblar, entre outras coisas.

Ter coragem (nunca é fácil) de romper a relação comercial com o pai – um péssimo gestor de sua carreira e, sabe-se lá, das finanças (dá até medo em pensar no dia em que Neymar resolver auditar as despesas e receitas de sua carreira) é primordial para o próximo passo: o amadurecimento.

Comportar-se dentro de campo de acordo com a enorme responsabilidade que possui, fora dele, como homem, livrando-se ainda dos maus negócios – que devem ser tocados por profissionais sem ligações afetivas ou de dependência dos seus vencimentos – são mudanças de atitude que, em breve, se consumadas, modificarão o riso dos que hoje se divertem com seu fracasso em manifestações de admiração pela improvável, mas bem vinda superação.

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