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E se o Santos fosse uma empresa? O caso Neymar

neymar

Por JOSE RENATO SATIRO SANTIAGO

Muitos, e já faz algum tempo, costumam destacar o profissionalismo no futebol.

Aliás, a justificativa para muitas conquistas chegam, até mesmo, a ser atribuída pelo fato de existir o profissionalismo no clube.

Isto tudo ocorre, apesar das leis em vigência em nosso país protegerem de forma, digamos, não profissional, os clubes esportivos e seus dirigentes, que sequer remunerados, oficialmente, são.

Aliás, quando algum dirigente recebe salário, a própria imprensa costuma destacar, o denominado de “diretor remunerado….”.

Sim, há o destaque para o remunerado.

Se a equipe ganha títulos, é porque está trabalhando de forma profissional.

Se não ganha, é porque o amadorismo ainda está impregnado no clube.

O atual caso de Neymar no Santos serve bem para levantar algumas questões, ao menos, interessantes.

No passado, quando as equipes europeias bateram à porta do Santos para contratá-lo, receberam um sonoro não como resposta.

Naquele momento, os dirigentes do Santos venderam a ideia que conseguiriam manter seu precioso tesouro.

Tanto era verdade que conseguiram.

Por outro lado, os clubes europeus, certamente, tinham a certeza que, o fato de não terem conseguido contratar o jovem jogador naquele momento, significaria uma sensível economia em sua aquisição nos anos seguintes, quando voltassem a plena carga em busca de sua contratação.

Do ponto de vista profissional seria um equívoco aumentar a oferta naquele momento.

O que precisava ser feito?

Apenas esperar.

Por que?

Por uma óbvia situação prevista em contrato.

Ao final do mesmo, o jovem jogador poderia sair de graça.

O Santos também sabia disso?

Claro que sim.

Levanto em conta o desejo por conquistar títulos, era o que se tinha que ter feito.

Mas no futebol profissional, esta lógica não é uma regra.

Nem sempre conquistar títulos é o melhor para o clube sic…

Pode ser para a torcida.

Abrir mão de Neymar naquele momento teria sido a melhor decisão se o Santos tivesse agido de forma profissional.

Certamente teria feito a maior negociação da história do futebol brasileiro.

Algo inacreditável.

Traria mais outros grandes jogadores com o dinheiro obtido.

E talvez, também conquistasse os mesmos títulos.

Mas, ainda que não conquistasse os títulos, seria um dos clubes mais rentáveis e certamente com ótimas perspectivas de crescimento ainda maior.

Impossível imaginar como verídica a justificativa que a receita proveniente de um eventual crescimento de torcida, de vendas de camisas, de pay per view…cobriria este investimento de manter Neymar por aqui.

Além disso, a ausência do jogador devido as inúmeras convocações deveria ter sido levada em conta.

Isto aconteceu.

Até mesmo eventuais períodos de contusão, algo previsível de acontecer, deveria ter sido considerado.

Neste item, no entanto, o Santos teve sorte, pois Neymar não se machucou.

Sorte mesmo, pois não é a regra.

Mas em um ambiente profissional, não se pode contar com a sorte.

Pois é.

Hoje o que temos?

Por conta de pouco mais de um ano e meio de permanência o jogador deverá sair por um valor muito menor ao desejado.

Pior, bem menor, do que ele realmente vale.

Fosse o Santos uma empresa privada…

Estava todo mundo na rua!!!

Ah mas e os títulos?

Pergunte a torcida se ela está satisfeita com toda esta história?

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