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Andres Sanches joga fraude nas eleições do Corinthians na conta do Conselho

Antonio Goulart e Andres Sanches

Assim que instado pela imprensa à posicionar-se sobre o relatório do MP-SP, que apontou a existência de fraude nas eleições do Corinthians, o presidente do clube, Andres Sanches, em vez de responder pediu, por intermédio de assessoria, para que os jornalistas procurassem o desembargador Guilherme Strenger, ex-presidente do Conselho Deliberativo, órgão responsável pela realização do pleito.

Faz algum sentido.

À época do pleito, todos os outros candidatos eram contrários à utilização de urna eletrônica, mas o conselho acolheu a sugestão da minoria, representada pela candidatura do atual presidente alvinegro.

Como agravante, a empresa Telemeeting, operadora do sistema tratado como fraudulento pelo MP-SP, chegou ao clube por indicação do advogado Luis Alberto Bussab, braço direito de Sanches, que tem fama de “ajeitar” eleições de sindicatos na grande São Paulo.

A anuência da presidência do Conselho com os desejos dos atuais gestores na operação do recente pleito foi acompanhada de conivência doutro grupo de desembargadores alvinegros, empossados na Comissão Eleitoral, que, mesmo diante da contrariedade dos opositores, decidiram manter tudo do jeito que estava.

Ajudado pelos desembargadores no objetivo de conquista do poder (durante o período eleitoral outras decisões alinhadas aos interesses da chapa situacionista foram tomadas), assim que flagrado em possível favorecimento na urnas, Andres Sanches não pensou duas vezes em responsabilizá-los.

Ainda assim, diante da afronta, é pouco provável que os magistrados tenham coragem de contrapor-se a quem, há mais de uma década, cerca-os de benesses.

Resta ao novo presidente do Conselho, Antonio Goulart (político pouco propenso a esse tipo de enfrentamento), fazer valer sua autoridade e convocar, mesmo sem ser motivado (não há obrigatoriedade), Reunião Extraordinária para tratar deste grave acontecimento.

Talvez, se a intenção for a de, realmente, moralizar o Corinthians e não apenas mandar recado aos atuais gestores por eventuais descumprimentos de acordos, o ex-candidato Paulo Garcia, amigo do promotor Paulo Castilho – responsável pelo laudo – e financiador da vitoriosa campanha de Goulart ao órgão alvinegro, possa, diante da evidente ingerência, animá-lo a encampar uma apuração de fatos e, em comprovando-se as irregularidades, colocar em votação as sanções previstas no Estatuto.

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