Cristiano Ronaldo queria encerrar carreira no Real Madrid, mas dívida com a Fazenda fez necessária negociação com a Juventus

Aos 33 anos de idade, é inegável que, futebolisticamente, Cristiano Ronaldo encontraria mais facilidade em jogar nos próximos anos pelo Real Madrid, equipe pela qual é tratado como “Rei” e está planamente adaptado, do que aventurar-se na marcação rígida do futebol italiano, sob risco mais acentuado de contusões e da queda de média de gols assinalados.
Dentro da normalidade, CR7 é um atleta que poderia se dar ao luxo de recusar propostas como a da Juventus, sem que a negativa implicasse em prejudicar sua saúde financeira, muito menos a de suas próximas gerações.
Ocorre que a situação por detrás das finanças do astro português complicou-se após condenação por sonegação fiscal na Espanha.
Cristiano Ronaldo, antes de estrear na Itália, terá que desembolsar R$ 66 milhões ao Fisco espanhol (fruto de acordo com a Fazenda), acrescidos de R$ 88 milhões, á título de fiança, para impedir que seja preso por sonegação fiscal.
No total: R$ 154 milhões.
CR7 foi condenado a dois anos de prisão e o acordo financeiro trocará o cárcere pela compensação à sociedade.
O atacante, então, para manter o padrão de vida e ampliar, sem contratempos, o patrimônio, necessitou aceitar da Juventus o dobro de salários (que já não eram pequenos) a serem recebidos pelo Real Madrid, no mesmo período futuro.
Esta é a razão da saída ter sido tranquila, com direito a afagos no site madrilenho, do clube para Cristiano e vice-versa.
O Real Madrid entendeu o lado do atleta e ainda faturou relevante quantia (100 milhões de Euros), dinheiro este que, daqui há três ou quatro anos – provável estimativa do restante de carreira de CR7, não mais seria alcançado.
