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A fraude nas eleições do Corinthians: decidir no Conselho, não na Justiça, é o melhor caminho

O MP-SP vazou ontem, ao portal Globo Esporte, supostos indícios de fraude nas eleições do Corinthians.

Os diversos itens do relatório, quase idênticos aos da denúncia inicial, apontam, resumidamente, para manipulação ilegal das urnas eletrônicas.

Dentro do histórico de conduta dos atuais dirigentes alvinegros – os grandes beneficiados com o resultado do pleito (únicos candidatos que lutaram para evitar o voto de papel), as acusações da promotoria não apresentam grandes surpresas.

No contexto da fraude, a confusão armada, com muitos desconhecidos (até hoje não identificados), em suposta tentativa de agressão a Andres Sanches, desviou o foco da fiscalização e muitas urnas foram retiradas do local de votação sem a devida checagem.

A grande questão, porém, é saber o que será realizado, dentro do clube, para resolver este problema.

O processo que tramita no JECRIM , por se tratar de ação criminal, não tem poder para anular as eleições do Corinthians, somente para julgar, criminalmente, possíveis infratores.

No âmbito da justiça, o procedimento correto seria a instauração de reclamação cível, em que poderia ser utilizada a manifestação do MP-SP e também as provas colhidas no foro criminal, que, ainda assim, somente seria eficaz se fosse concedida improvável liminar de anulação das eleições.

Sem a tutela emergencial, o atual grupo gestor alvinegro permanecerá no poder até o final do mandato, empurrando o processo com a barriga.

Por estas razões, a melhor solução – talvez única, para resolver a questão – seria a motivação da presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians para que, em reunião prévia de lideranças, fossem apresentados os documentos e laudos obtidos junto ao MP-SP.

Diante do estudo das provas, elaborar-se-ia um relatório com possível pedido não apenas de anulação das eleições, mas também de impeachment, para subsequente convocação de reunião do órgão e exposição, a todos, da gravidade dos procedimentos ocorridos nas eleições do Corinthians.

Diversas são as alegações possíveis para o impedimento: desde a impossibilidade – prevista em contrato com a CAIXA, de um deputado federal estar à frente do clube, sob risco de execução imediata da dívida do estádio (quando em campanha Andres Sanches prometeu afastar-se da função), até a responsabilidade real na contaminação das urnas, ocorrida, em parte, durante a confusão pós-votação, quando o parlamentar já estava, efetivamente, empossado na presidência alvinegra.

Se os conselheiros votarem pelo afastamento do presidente e de seus vices, o presidente do órgão poderia convocar novas eleições.

O momento político atual do clube, em que a mais forte aliança que ajudou a eleger os atuais gestores atritou-se com Andres Sanches poucos dias após a posse, é absolutamente adequado.

Daí, em vez do Corinthians ter que lutar contra o tempo na Justiça para afastar quem teria se beneficiado de fraude para atingir o poder, seriam os afastados que tentariam reverter, com pouca possibilidade de êxito, decisão soberana de órgão legislativo alvinegro.

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