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Guerrero, as drogas e a Copa do Mundo

Punido com um ano de suspensão por conta de uso de doping, o atacante peruano Paolo Guerrero está fora da Copa do Mundo da Rússia, em 2018.

É triste, mas justo.

O regulamento antidopagem diz que o atleta é responsável pelas substâncias encontradas em seu corpo, independentemente da origem – que pode atenuar as sanções.

Num ambiente de absoluto profissionalismo e com dinheiro circulando de todas as maneiras, jogadores de futebol, há tempos, sabem que até para tomar uma aspirina precisam ligar para seus médicos e conversar sobre o assunto.

Para usar cocaína, apesar de ilegal e imoral, também.

Guerrero diz não ser usuário de drogas, assim como 90% dos que são flagrados o fazem, sendo difícil, sem com ele conviver, acreditar ou desacreditar das palavras, razão pela qual os exames com diagnósticos positivos (prova e contraprova), que indicaram a ingestão de benzoilecgonina, metabólito presente na referida substância, são os únicos com legitimidade, até se comprove o contrário, para indicar a verdade.

Alguns dirão: “Ah! mas cocaína não influencia positivamente no rendimento”.

Pois é, de fato, pelo que se sabe, não.

Porém, a punição, se comprovada a utilização de cocaína, seria justa, para que o atleta, ídolo da juventude, não estimule comportamentos criminosos, imorais e perigosos para a sociedade.

Guerrero, que um dia prometeu jogar no Brasil “apenas no Corinthians”, mas acabou no Flamengo, tem histórico de mentiras, além de péssimo comportamento extra-campo (principalmente em seus tempos de Europa), terá agora que contentar-se com o único Mundial de sua vida, o de clubes pelo Timão- no qual foi decisivo, até porque é bem passível de credibilidade a versão, documentada pelos exames, de que tenha se envolvido em procedimentos inadequados para os que exercem a profissão de atleta de futebol.

Também na Seleção Peruana, o atacante teve problemas.

Em 2007, após reportagem da jornalista peruana Magaly Medina, o então jogador do Hamburgo, da Alemanha, foi expulso da Seleção Peruana.

Imagens o flagraram numa noitada, em fevereiro do mesmo ano, após fuga da concentração do Peru, antes do empate contra a Seleção Brasileira, em um a um.

Testemunhas, à época, garantiram que as bebidas eram o que de mais fraco havia sido consumido no local.

Estranhamente, em outubro de 2008, a apresentadora foi condenada a cinco meses de detenção, e foi parar na cadeia.

Em outubro de 2010, Margaret Huamán, ex-secretária da juíza Maria Cabrera Veiga, responsável pela sentença, afirmou a uma publicação peruana que familiares do jogador subornaram a magistrada.

O dinheiro teria sido entregue, enrolado num feixe de papel higiênico, sob testemunho da ex-secretária, no dia 14 de setembro de 2007.

Como resultado, meses depois, mesmo comprovando com imagens sua matéria, a jornalista e seu produtor foram condenados à prisão, por difamação.

Tiveram ainda que publicar uma retratação e pagar US$ 71,5 mil ao atacante.

A Juíza, evidentemente, negou ter sido subornada, embora ninguém em sã consciência esperasse que admitiria.

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