A “boa fé” da Rede Globo após, novamente, ser acusada de pagar propinas a cartolas brasileiros

“A Rede Globo agiu com boa-fé” nas assinaturas de contratos de direitos televisivos e “não tolera pagamentos de propinas”, disse ontem, com ar constrangido, o jornalista William Bonner, no Jornal Nacional, voz maior da emissora que foi obrigada, novamente, a se defender após outra testemunha, Jose Eladio Rodriguez , da intermediária “Torneos”, tê-la jogado no rolo do pagamento de vantagens indevidas a dirigentes brasileiros.

Em resumo, a empresa T&T foi criada nas Ilhas Cayman (paraíso fiscal) para dissimular a operação, com a Torneos comprando os direitos de transmissão de campeonatos por preço bem mais baixo do que o revelado, repassando-lhe com ágio que era depositado pela Globo, sendo a diferença transformada em propina e depois direcionada, pela terceira, à cartolagem.

Rodriguez disse que, somente desta tramoia, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, recebeu R$ 1,9 milhão e o atual, Marco Polo Del Nero, R$ 2,9 milhões, sendo que os dois “andavam sempre juntos” e que era difícil definir que, de fato, “era o presidente” (da Casa Bandida).

O cerco, com as revelações na corte americana, se fecha cada vez mais à Rede Globo, que já é obrigada a mudar o discursos de “somente pagamos dinheiro previsto e contrato”, para “assinamos de boa fé”, quase confissão de repasse dos subornos referidos.

Ficam também em posição difícil os órgãos de investigação brasileiros, que não podem, sob risco de perder credibilidade, deixar de apurar os problemas da emissora diante de tamanho material comprobatório de irregularidades.

Advertisements
Anúncios

Facebook Comments

One Reply to “A “boa fé” da Rede Globo após, novamente, ser acusada de pagar propinas a cartolas brasileiros”

  1. Quero ver a cara dos inocente da “audiência” quando chegar na implosão do clube dos treze…. Vão rasgar o cu nessa tentativa de espanholizar o futebol brasileiro. E ainda tem gente que diz que os clubes são vitimas…

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.