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Grêmio tem boas chances de vencer a Libertadores pela terceira vez

(trecho da coluna de TOSTÃO, na FOLHA)

Nesta quarta (29), é decisão da Libertadores. No primeiro jogo, o Grêmio, antes de fazer o gol nos últimos minutos, não tinha criado uma única grande chance de marcar.

Isso ocorreu porque o Lanús não arriscou e marcou muito bem, com duas linhas de quatro, recuadas e próximas. Luan não conseguia receber a bola livre, entre o meio-campo e os zagueiros. O Grêmio trocava passes, mas não infiltrava na defesa para finalizar.

Por outro lado, o time argentino teve apenas umas duas chances de gol no primeiro tempo, já que o Grêmio também marcou muito bem, pressionando quem estava com a bola, desde o goleiro.

O Grêmio, com a vantagem de um gol, deveria marcar mais atrás para, depois, tentar recuperar a bola e trocar passes até o outro gol, como fez o Lanús na primeira partida? Ou seria melhor alternar essa marcação com a pressão em todo o campo, como fez no primeiro jogo?

Se o Grêmio ficar muito recuado, vai permitir a troca de passes e a pressão do Lanús. Além disso, ficará muito longe do outro gol quando recuperar a bola, ainda mais que não tem mais o ótimo contra-ataque da época de Pedro Rocha.

O Lanús lembra-me o Audax melhorado, dirigido por Fernando Diniz. Não dá um chutão. O goleiro tenta passar a bola em todos os lances. Isso é correto, porém perigoso, pois nenhum time sul-americano, inclusive os brasileiros, possui zagueiros e goleiros com muito talento para isso.

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