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Não há motivo para pânico

Da FOLHA

Por ALESSANDRA OROFINO

Não há motivo para pânico. Eu sei, o fascismo latente de parte da população está se tornando mais evidente. Tem gente fazendo petição pra silenciar Judith Butler. Tem museu proibindo menores de idade de ver arte contendo nudez. Tem juiz achando razoável que estudantes façam declarações racistas e misóginas na redação do Enem.

As manifestações de ódio e intolerância assustam porque elas atacam a estética do progressismo, da democracia, da diversidade. Elas atacam um consenso formal que construímos ao longo dos últimos 20 anos, e que se manifesta em boa parte das nossas leis, convenções, e até do currículo escolar.

Ver esse consenso formal se deteriorar faz a gente ter medo do autoritarismo que extrapola o formal e muda a realidade do mundo. E é aí que mora o paradoxo: o autoritarismo já é a realidade do mundo.

Eu faço parte de uma geração que cresceu em meio a um status quo formalmente favorável aos direitos humanos, à democracia, e à liberdade -mas nunca de fato experimentei esses conceitos na prática, nas relações, na política.

Um museu proibir a entrada de menores é esteticamente preocupante. Eticamente, no entanto, preocupa mais saber que a esmagadora maioria dos brasileiros -mais de 90%- nunca pôs os pés num museu. Não é censura, é estrutura.

O Enem não zerar uma redação que normaliza a violência policial, a violência contra a mulher, ou a transfobia é esteticamente preocupante. Eticamente, preocupa mais saber que temos a polícia mais violenta do mundo, que todos os nossos governos colocaram soldados nas favelas, que uma em cada três mulheres sofreu algum tipo de violência no último ano, e que lideramos os rankings mundiais de assassinato de pessoas trans.

Em vez de entrar em pânico pelas nossas perdas estéticas, podemos nos concentrar na criação de possibilidades de mudanças éticas. Nossa resposta aos que atacam a superfície pode e deve ser trabalhar para mudar a estrutura.

Quando a tolerância, a diversidade e a liberdade entraram para o currículo escolar, a indústria da fé foi construir base popular dentre os bolsões de miséria e esquecimento desse país, transformando em crentes gente que nunca se viu como sujeito de direitos. Nos últimos 12 meses, essa indústria elegeu o prefeito do Rio, dominou o Congresso, e conseguiu até normalizar o ensino confessional na escola pública. A democracia não chegou na estrutura, e agora isso é visível desde a superfície.

Cerca de 60% dos brasileiros que pretendem votar no Bolsonaro são jovens, com menos de 34 anos. Exatamente como eu, esses eleitores crescerem num país esteticamente tolerante -e talvez por isso tenham visto no autoritarismo uma forma de rebeldia. Só que nossas práticas não acompanharam nossas convenções. Acabamos com o pior de dois mundos: um status quo formalmente progressista que cria seu próprio contrário na forma de um movimento fascista surpreendentemente vibrante, e uma realidade que ainda não saiu do século 19.

Não há motivo para pânico, mas não há espaço para ficar parado. Vamos precisar de estratégia e foco para construir um futuro onde real e formal se encontrem de fato no lado da tolerância e da democracia. Um futuro onde os equilíbrios de poder sejam tão radicalmente diferentes que seja impossível esmagar direitos, estética ou eticamente. Isso, sim, é urgente.

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6 Respostas to “Não há motivo para pânico”

  1. sandroso2015 Says:

    Minha nossa, quanta bobagem…..então ser livre e democrático é ter que ser e deixar tudo e todos fazerem o que quiser ? liberar o Museu para crianças entrarem contendo nú artístico que nada mais foi que um cara pelado mostrando sua genitália e em outro lugar uma mulher sendo urinada ? faça-me um favor.

  2. Manoel (@MarketeiroBR) Says:

    segunda-feira, outubro 30, 2017
    PRESTÍGIO DE BOLSONARO ENLOUQUECE O ESTABLISHMENT. COMO ACONTECEU NOS ESTADOS UNIDOS COM TRUMP. QUEM VIVER VERÁ!

    Os institutos de pesquisas no Brasil continuam fazendo o jogo do establishment, igualzinho ao que ocorreu durante a última campanha presidencial nos Estados Unidos. E formam um par perfeito com seus amiguinhos nas redações dos jornais e televisões. Organizados de forma estratégica esses institutos que fazem sondagens tendo em vista o pleito presidencial brasileiro em 2018 têm um cronograma. Se revezam e vão ajustando os índices de preferência do eleitorado. Não se sabe, no entanto, quais os critérios estatísticos das pesquisas e como são definidos os campos de sondagem.

    Além disso, ninguém sabe quem financia essas pesquisas. Se fosse em Luxemburgo a pesquisa poderia até mesmo ser feita pelo telefone. Mas no caso do Brasil, país de dimensões continentais, uma pesquisa em nível de eleição presidencial é um trabalho e tanto, ainda que equipes sejam terceirizadas.
    Entretanto, os custos dessa empreitada não são pequenos. E aí retornam as indagações: quanto custa cada uma dessas pesquisas e quem paga? Afinal, os institutos de pesquisa não trabalham de graça. Quantas pessoas são mobilizadas, quais os critérios técnicos da amostragem? Os campos? E por aí vai.

    Agora à noite zapeando pela internet constatei que saiu mais uma pesquisa. Todos os veículos de mídia publicam os resultados. Não há qualquer novidade. Todas as pesquisas conferem ao condenado Lula da Silva, uma folgada vantagem vindo em segundo lugar Jair Bolsonaro. E os outros que estão na rabeira, inclusive figurões sob o comando de Fernando Henrique Cardoso? A julgar pelo que dizem esses jagunços de gravata que repudiam Bolsonaro, no segundo turno todos correrão para o abraço com Lula caso em segunda instância sua pena não for turbinada.

    Soma-se a essa estratégia do establishment por conta do TSE o fato de que a decisão de manter as velhas e obsoletas urnas eletrônicas coloca em dúvida a lisura do pleito. Isto porque nesse velho sistema não é possível uma auditoria caso surjam suspeitas de fraude.

    Neste caso, a repetição ad nauseam de pesquisas eleitorais com determinados índices de preferência dos eleitores contribui para validar um eventual resultado computado por meio de urnas sem qualquer confiabilidade.

    PESQUISAS FALHARAM
    É interessante notar que durante a última campanha eleitoral nos Estados Unidos nenhum instituto de pesquisa aventou a possibilidade de vitória de Donald Trump que até o último momento amargou um segundo lugar sem qualquer chance. Abertas as urnas, o resultado foi bombástico. O Partido Democrata tinha inclusive montado um grande “comício da vitória” de Hillary Clinton. Até hoje os institutos de pesquisa não conseguiram explicar esta virada fenomenal. Muito menos os alegres rapazes e raparigas da grande mídia. O chefete do programa Manhattan Conection da Rede Globo, Lucas Mendes, chegou a dançar o minueto do desespero após a vitória de Trump e lascou o vídeo na internet, quando comparou – vejam só – a vitória de Trump ao ataque das torres gêmeas pelo terror islâmico.

    Ao que parece, como aqui no Brasil, também não se sabe quem pagou os institutos de pesquisa e os jornalistas da grande mídia responsáveis pela grande farsa que começou nas primárias e desaguou nas urnas. A única diferença é que nos Estados Unidos ainda impera o velho e bom voto de papel. Aliás a Smartmatic foi banida do território norte-americano depois que criou asas e influía por meio de poderoso lobby para vender seu sistema para o Tio Sam que, velho de guerra, não caiu na esparrela.

    Já Mr. Donald Trump manteve sua certeza na vitória sorrindo. Coube aos jornalistas capachos de Obama e dos Clintons apresentar Trump sempre de cara feia e ameaçadora. Não adiantou. O eleitorado americano sentiu o cheiro de carne queimada e cravou em Trump. No Colégio Eleitoral não foi diferente.

    Não há como comparar o Brasil com os Estados Unidos. Mas, guardando-se as devidas proporções, não tem como não fazer um paralelo entre a eleição presidencial americana e a que acontecerá no Brasil em 2018.

    O establishment tupiniquim e até mesmo de além mar, está nervoso. A Polícia Federal dia desses disse que aquelas malas de dinheiro descobertas no cafofo do ex-Ministro de Lula são apenas a ponta de um iceberg. Isso é um perigo em véspera de eleição!

    Vê-se no horizonte, portanto, dias conturbados que são apimentados pela extraordinária performance de Bolsonaro, o único político que pode andar pelas ruas e aeroportos com tranquilidade que só é quebrada pelo assédio alegre de seus eleitores.

    ESQUEMA INTERNACIONAL
    E a força de Bolsonaro é tão grande que quando esteve nos Estados Unidos os esquerdistas montaram uma arapuca para o presidenciável na Universidade de Washington, armada por um professor muito amigo da turma do PT e que andou há alguns meses aqui no Brasil proferindo palestras no âmbito do Itamaraty. O staff de Bolsonaro flagrou o lance do petralha norte-americano e suspendeu a palestra deixando os psicopatas de Washington falando sozinho. Os trastes tinham preparado o cenário com toda a grande mídia presente.

    Tudo isso comprova a evidente viabilidade eleitoral de Jair Bolsonaro, fato que atemoriza os comandados de Fernando Henrique Cardoso entre os quais se encontram Lula e seus sequazes. O chefão é e sempre foi o FHC.

    E para completar: qualquer tentativa de melar o resultado do pleito presidencial de 2018, tenham certeza, terá reação. Para os bons entendedores, meia palavra basta.

    Afinal, é a hora e a vez de prevalecer a verdade. Ou, ainda, é a chance derradeira de salvar a Nação, como aconteceu nos Estados Unidos.

    Todo o noticiário, comentários e notinhas veiculadas pelo jornalismo a soldo na grande mídia são espuma. A verdade vai se impor. A Nação não vai aceitar qualquer tipo de golpe do establishment com a finalidade de turbar o resultado do pleito. Quem sabe bem do que estou falando é o Fernando Henrique Cardoso. Sim, ele é o poderoso chefão. Por enquanto…

  3. Dinossaurio (@DinossAurio) Says:

    Tenho 48 anos, voto em Bolsonaro para presidente e quer seguir sua linha de raciocinio e conduta, é um direito meu. Votei em lula em 88 perdi meu primeiro voto e ajudei a elege-lo e reeleje-lo ate que veio a decepção com o mensalão, e ouçam, o ódio é mais fiel que o amor, Hoje eu voto em um sujeito honesto, que não eja corrupto, voto Bolsonaro e quero ver o Lula na cadeia.

  4. Edu Pavim Says:

    Que decadência, meu caro Paulinho. Publicando coluna de comunista ferrenho e defendendo a perversão dos valores familiares. Ultimamente só tenho lido o seu blog para rir da desintegração do Clube do PT, digo, do Corinthians. Diante de tanto comunismo e perversão agora publicados, daqui a pouco nem mais isto.

  5. marcospaulo2015 Says:

    Quem será que mais cérebro?
    – um orangotango ou um seguidor do bolsotário?

  6. Manoel (@MarketeiroBR) Says:

    A verdade é quem é contra Trump e Bolsonaro, acaba sendo a favor dos pedófilos e genocidas. Vide NAMBLA que agora é apoiada pela ANTIFA nos USA.

    https://www.infowars.com/antifa-activists-carry-pro-pedophile-sign-during-cernovich-protest/

    Marcos, na verdade você é um inútil neste contexto. Ainda há tempo de estudar mais. Burrico.

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