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O papelão de Neymar e Daniel Alves

Embalado pelo dinheiro obscuro de investidores árabes, e com apoio total da mídia, o PSG estava, nas últimas semanas, sendo tratado como se fosse protagonista do futebol mundial.

Aqui no Brasil, por conta da presença de Neymar, contratado a peso de ouro, as principais emissoras cobriam, por vezes ao vivo, o ridículo campeonato francês como se fossem jogos da Champions League, exaltando “magníficas” atuações do brasileiro contra os “novorizontinos” locais.

No dia em que Juca Kfouri publicou artigo na FOLHA, cirúrgico, mostrando que o ex-ídolo do Barça é craque com a bola nos pés, mas descabeçado (inclusive dentro de campo), por conta do convívio deplorável com alguns familiares, eis que o destino tratou de lhe dar razão.

Ajudado por Daniel Alves, Neymar desrespeitou o companheiro de clube, Cavani, em duas oportunidades no jogo contra o Lyon: tomando-lhe a oportunidade de bater uma falta em que a bola estava em suas mãos e discutindo, publicamente, por conta de uma cobrança de penalidade.

Esqueceu-se, o brasileiro, que em sua estreia no clube, Cavani foi absolutamente generoso, deixando diversas oportunidades em que estava bem colocado para oferecer-lhe a oportunidade de marcar o primeiro gol no PSG.

Futebol é esporte coletivo e mesmo gênios, como Maradona, Messi e Pelé, a quem Neymar jamais poderá ser comparado, sabiam respeitar companheiros de equipe, sabedores que deles precisariam para reinar absolutos nos gramados mundiais.

Christophe Simon/AFP

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