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Coluna do Fiori

fiori - dicunto

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Devemos prosperar por merecimento, e não por proteção”

Plauto – Tito Mácio Plauto foi um dramaturgo romano

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Baldados

Dos jogos que assisti incluindo os comentados logo abaixo, nos lances que exigiram a participação dos árbitros adicionais, verifiquei que maioria notou que o fato foi irregular; no entanto, para evitar contestações e não ficar fora das escalas, dissimula nada ter visto

Providências

Para consolidar a utilidade da função se faz necessário impor-lhes lealdade para com o ocorrido, lembrando que todas as contendas são televisionadas, sendo assim, é incabível querer enganar o publico, operando dentro do nojento politicamente correto

Lava Jato

Por estas e outras inadmissíveis ocorrências dentro e fora das quatro linhas, reafirmo pedido para que os decentes e independentes componentes do MPF, PF e Judiciário, se unam para encetar operação semelhante à lava jato na administração da CBF, federações, clubes e entidades paralelas; especialmente nas entidades representativas dos árbitros de futebol

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6ª Rodada da Série A do Brasileirão – 2017

Sábado 10/06/17

Palmeiras x Fluminense

Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)

Item Técnico

O principal representante das leis do jogo não influiu no resultado; no entanto, por falta de critério no decurso da refrega, deixou de cumpri-la, sinalizando falta em determinados lances, outras iguais, deixou o jogo transcorrer

Item Disciplinar

Advertiu e corretamente 04 defensores do alviverde, como também, o atleta Henrique, atacante da equipe carioca, e, inexplicavelmente, deixou de advertir com o segundo amarelo, seguido do vermelho, o atacante Henrique, vez que, em lances posteriores, o contestou, com palavras e gestos

Domingo 11/06

Corinthians 3 x 2 São Paulo

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (FIFA-MG)

Assistente 01: Guilherme Dias Camilo (FIFA-MG)

Assistente 02 : Pablo Almeida da Costa (MG)

Item Técnico

A penalidade máxima cometida por Douglas, defensor do São Paulo, foi corretamente marcada; batida por Jadson, decretando o terceiro gol corintiano

Impedido/Vídeo

Na imagem inicial tenho absoluta convicção que nenhum dos telespectadores, entre os quais me encontrava, pode afirmar que ficou visível à posição irregular do atacante são-paulino Gilberto, no momento que recebeu a redonda para manda-la profundo da rede adversaria e marcar o primeiro gol de sua equipe

Assistente 02

Com imagem do replay constatei que ocorreu impedimento, ao mesmo tempo, observei que o assistente 02: Pablo Almeida da Costa se encontrava bem colocado, ou seja, na linha dos litigantes posicionados antes do goleiro corintiano

Estorvado

Pouco a frente, na mesma linha do assistente, havia dois outros atletas. Pós-lançamento, assim que o são-paulino pegou a redonda, caberia a ele sinalizar a irregularidade, ocorre, que, neste momento, sua visão ficou encoberta com a presença dos dois atletas, que, salvo engano, eram defensores do Corinthians

No solo

O replay indica que foi milimétrica a frente do atacante são-paulino em relação ao penúltimo corintiano

Concluo

Tivéssemos a presença do denominado árbitro de vídeo, acompanhado por árbitros, assim como, com telões com a finalidade de esclarecer ao público da razão do paralisar a contenda nos lances duvidosos no interior ou nas proximidades das áreas, certamente, o gol seria anulado, seguido da absolvição do assistente por obstrução visual

Item Disciplinar

Foi correto por ter advertido uma atleta de cada equipe

7ª Rodada – Quarta Feira 14/06

Sport x São Paulo

Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)

Item Técnico

Prejudicou a equipe do Sport por ter deixado de marcar duas penalidades máximas a favor da equipe pernambucana,

– na etapa inicial quando do explicito empurrão de um dos são paulino em cima de um dos seus contendores;

– outro aconteceu na 2ª etapa, lance de livre visual, na dianteira do assoprador de apito, que, na cara dura, tolerou o agressivo pontapé praticado por Wesley, defensor são-paulino no oponente André

Santos 1 x 0 Palmeiras

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA-GO)

Item técnico

1º – Antecedendo o lance do gol da vitória a santista ocorrida na segunda etapa, entendi, que, sutilmente, o atacante Kayke, usou a mão e braço esquerdo para bater no braço do palmeirense Edu Dracena, com isso, Edu Dracena perdeu o equilíbrio e bateu um pé no outro, fatos que o fez cair para frente, neste instante a bola sobrou para o santista manda-la profundo da rede

2º – Pouco antes do término da refrega, estando no interior da sua área, um dos defensores da equipe santista estava atrás do palmeirense Edu Dracena, não titubeou, puxando-o, basta ver que Edu caiu batendo o traseiro na grama; pra mim, penalidade não apontada

Em Tempo

Os lances acima contados ocorreram na vista assistentes adicionais: do gol, adicional 02; da penalidade, adicional 01

Corinthians 1 x 0 Cruzeiro

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Item Técnico

Creio que Vuaden estava com as vistas encobertas, por este motivo não tenha marcado penalidade máxima no lance em que um dos defensores corintianos, explicitamente, puxou a camisa do oponente Ábila

Notando

O puxão na camisa do atacante da equipe mineira aconteceu na frente do assistente adicional 02: Eleno Gonzalez Todeschini (RS). Das duas uma: Se fez de cego para evitar problemas, ou, comunicou ao árbitro e não foi atendido

Quinta Feira 15/06

Coritiba 0 x 0 Bahia

Árbitro: Wagner Reway (FIFA-MT)

Item Técnico/Disciplinar

Prejudicou a equipe do Bahia, vez que:

– Após a cobrança do tiro de canto, em lance livre, o assoprador de apito deixou de marcar a penalidade máxima favorável ao Bahia, no momento do soco desferido por Kleber no oponente Edson, na frente do assistente adicional 02

– em lance ocorrido próximo da linha lateral, na cara do boto-branco Kleber expõe sua ira agredindo o oponente Lucas Fonseca com pisão

Tremeu

Nos lances acima o assoprador se fez de migue, seguisse as leis do jogo, poderia e deveria tirar o cartão vermelho do bolso e apontar o caminho do vestiário para o descomedido atacante do Coritiba

Além disso

Por volta da metade da segunda etapa o temperamental e mau caráter Kleber cuspiu no rosto do oponente Edson

Média

Para não cair no ridículo Wagner Reway tirou o vermelho do bolso e expulsou Kleber, fazendo o mesmo para o atleta do Bahia

TV

Na primeira imagem não observei o revide

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Politica

O mais grave contra Temer

Assim como o sítio e o tríplex complicam Lula, a casa da filha complica Temer

Como parecia claro desde o início, o que vai se configurando como mais grave e concreto contra o presidente Michel Temer é a relação dele com o coronel PM João Baptista Lima, o “coronel Lima” das delações da JBS. Por enquanto, e até surgirem fatos novos, bem mais grave e concreto do que a mala de R$ 500 mil do ex-assessor Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e a fita gravada clandestinamente por Joesley Batista.

Tudo parece indicar que foi a JBS quem pagou a reforma da casa de uma das filhas de Temer, em São Paulo. O dinheiro sairia da empresa sob pretexto de doação de campanha, iria parar na empresa do coronel Lima e dali sairia para o pagamento de arquitetos e fornecedores de material para a obra.

A isso junte-se o depoimento do delator Ricardo Saud, da J&F, ao Ministério Público Federal. Segundo ele, dos R$ 300 milhões da “conta propina” do PT, R$ 15 milhões foram para a campanha à Vice-Presidência em 2014, mas Temer teria feito “uma coisa até deselegante”: surrupiado uma parte para uso pessoal.

“Eu já vi o cara pegar o dinheiro da campanha e gastar na campanha. Agora, ganhar dinheiro do PT e guardar para ele no bolso dele, eu acho muito difícil. Aí, ele (Temer) e o Kassab (Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação) guardaram o dinheiro para eles usarem de outra forma”, diz Saud no vídeo de 23 minutos. Dinheiro de empresa privada em campanha era legal. No bolso dos candidatos, não.

Adiante, ele ratificou: “Nessa eleição, só vi dois caras roubar deles mesmos. Um foi o Kassab, o outro foi o Temer. O Temer me deu um papelzinho e falou: ‘Ricardo, tem um milhão que eu quero que você entregue em dinheiro nesse endereço aqui’”. Era o endereço da empresa do coronel Lima, que, conforme recibos e mensagens colhidas pela PF, foi quem financiou as obras na casa da filha do então vice.

Temer tem se enrolado diante de perguntas que não são só da PF e da mídia, mas da sociedade. Negou que viajara no jatinho da JBS para Comandatuba, na Bahia, depois confirmou, mas dizendo que não sabia de quem era o avião. Agora, tudo o que tem a dizer é que a filha tinha recursos, na época, para bancar as obras. É pouco, senhor presidente.

Assim como as obras no sítio e no tríplex criam um link direto entre Odebrecht e OAS e o ex-presidente Lula, a da casa da filha é considerada o link entre a JBS e Temer. Daí porque é temerário ele prever, como fez ontem com ministros e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que o provável pedido de processo da PGR contra ele será “fraquíssimo”.

Com o coronel Lima entrando em cena como protagonista, as reações são contundentes. Temer quer pressa na votação do pedido da PGR na Câmara, Maia acena até com o cancelamento do recesso de julho e o ex-presidente Fernando Henrique dá uma guinada importante, que pode mudar a disposição do PSDB e do Congresso.

Assim como pediu a renúncia como “gesto de grandeza” de Dilma Rousseff em 2015, FHC enviou nota ontem ao jornal O Globo e à agência Lupa sugerindo a Temer antecipar as eleições gerais como “gesto de grandeza”. Ele admitiu que sua percepção sobre a crise tem sofrido “abalos fortes”. Tem mesmo, já que FHC sempre foi contra eleições diretas agora e havia liderado, três dias antes, a decisão do PSDB de continuar no governo.

Entre a reunião do “fico” e a defesa de eleições antecipadas, o que houve? Certamente, o avanço das investigações sobre os vínculos entre Temer, o coronel Lima e papéis rasgados na casa deste. Quem tem provas a destruir é porque tem culpa no cartório. A culpa de um coronel aposentado é uma coisa, a de um presidente da República é outra. Ainda mais com crise, tensão e futuro incerto.

Texto da jornalista Eliane Cantanhêde – Publicado no Estadão do dia 16/06/2017

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Chega de Corruptos e Corruptores

Se liga São Paulo

Acorda Brasil

SP-17/06/2017

Ouça abaixo o programa “COLUNA DO FIORI”, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol:

*A coluna é também publicada na pagina Facebook:  “No intervalo do Esporte”

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.

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