Andres Sanches presta esclarecimentos no STF. Processo criminal já está nas mãos do relator

Acusado de cometer crime de “arara”, quando alguém, deliberadamente, utiliza-se de “laranja” para criar empresa fajuta com objetivo de dar golpes no mercado financeiro e também em fornecedores, o deputado federal Andres Sanches (PT), ex-presidente do Corinthians, protocolou, ontem, sua defesa no Inquérito nº 4357, que tramita no STF.

Alguns meses antes, já haviam sido anexados à ação depoimentos de duas “prepostas”, ex-funcionárias do parlamentar, de seus parentes (acusados de co-autoria dos crimes) e um relatório da Receita Federal, que trata-o como criminoso, documento este que já foi chancelado pelo Supremo, servindo de base para cobrança, milionária, de impostos (mais de 18 milhões) noutra procedimento, em São Paulo.

Por conta da movimentação de Sanches, o Ministro Celso de Mello deu por encerrada a fase de averiguações e partiu, segundo movimentação do STF, para a relatoria do caso, que deverá, tudo indica, nos próximos meses, levar o Plenário da casa a decidir se condena ou não o petista pelos diversos crimes elencados.

Em tendo decisão desfavorável neste caso (existem outros, de crimes semelhantes, sendo averiguados no Supremo com participação do ex-dirigente alvinegro), Andres Sanches perderá o foro privilegiado, o cargo de deputado e terá outro inquérito do qual é investigado, o da Operação Lava-Jato (por receber suposta propina da Odebrecht), remetido ao juíz Sergio Moro, que não tem histórico de facilitar a vida de marginais.

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