Fui vítima de um crime que, por enquanto, segue sem criminosos

(trecho da coluna de REINALDO AZEVEDO, na FOLHA)

Fui vítima de uma violência, de um crime, que, por enquanto, segue sem criminosos. Conversas minhas, ao telefone, com Andrea Neves foram pinçadas em meio a milhares de gravações. Nada traziam, obviamente, de comprometedor. A PGR diz não ter nada com isso. A PF diz não ter nada com isso. A presidente do STF lembrou a agressão a um direito constitucional: o sigilo da fonte. Também nada com isso!

Então quem tem? Vai ver o culpado sou eu! O ministro Edson Fachin liberou os grampos sem nem saber o que lá iam. Jogou no lixo o Artigo 9º da Lei 9.296, que manda destruir o material que não interessar à investigação. Depois de uma reação de indignação como raramente se viu, pôs de novo parte dos grampos sob sigilo.

Os tenentes de toga acham que as leis brasileiras são garantistas demais e que, como é mesmo?, o “interesse público” deve estar acima de alguns fundamentos do Estado de Direito. Tudo, claro!, para combater a corrupção! É por isso que eles protestam com tanta veemência quando Eike Batista obtém habeas corpus no Supremo.

Afinal, esses paladinos da moral têm como exemplo de rigor um outro Batista, o Joesley!

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One Reply to “Fui vítima de um crime que, por enquanto, segue sem criminosos”

  1. Paulinho, Reinaldo Azevedo é uma farsa, sempre foi, independente de ele falar que a irmã do Aécio era fonte dele, mas era muito mais que isso.
    Na gravação ele se oferece a apoiar criminosos e agir de forma tendenciosa no blog dele pra beneficiar criminosos, fora os ataques a lava jato que ele vem fazendo, com certeza é pra apoiar os parceiros dele.
    Diferente de você ele é desonesto, olhe nas entrelinhas, você é uma exceção na mídia.

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