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Luciano Huck erra ao fazer discurso demagógico a quem não assiste o “caldeirão”

O apresentador da Rede Globo, Luciano Huck, concedeu entrevista ontem à jornalista da FOLHA, Eliane Trindade – que mais parecia uma fã – que facilitou a exposição de discurso desprovido, por vezes, de verdade, noutras, de bom senso.

Há diferenças óbvias em falar para o público do “Caldeirão do Huck” e aos que leem um jornal tradicional, certamente mais antenados.

Em determinado momento, Luciano diz:

“Se foi golpe ou se não foi golpe (a queda de Dilma Rousseff), não importa.”

Este blog acredita que o impeachment foi justo e não se tratou de golpe; gente absolutamente respeitável tem posicionamento diferente; opiniões sobre se foi golpe são as mais diversas possíveis, cada qual com sua fundamentação.

Dizer que “não importa” é inadmissível.

Huck segue, em alguns trechos:

“(..) ficarei contente se puder ter melhorado o mundo à minha volta. Não gosto da ideia de viver de forma passiva. Somos curadores em tempo integral do futuro que queremos, precisamos imaginá-lo e criá-lo.”

“Sou a favor de todos os movimentos que ajudem a refazer e ressignificar as bases morais e éticas do Brasil.”

Esqueceu-se, talvez, a jornalista que o entrevistava, de questioná-lo sobre o episódio do crime ambiental, que a princípio negou, mas depois teve que correr atrás para resolver.

O apresentador fala ainda sobre ética na política e as características que, acredita, são fundamentais para um grande líder:

“As lideranças no mundo têm que reunir quatro características principais. Carisma é fundamental, capacidade de implementação. Mas, se ficar só nestas duas, você pode botar Hitler e Gandhi no mesmo saco. Acrescenta ética e já tira um monte da lista. Só que a pessoa carismática e ética pode ser egoísta. Aí coloca o altruísmo e você encontra os líderes que admiro.”

Depois, porém:

“(…) sou muito próximo do Fernando Henrique, a cabeça mais moderna do Brasil, e ele tem 85 anos. Sou amigo do Aécio [Neves, senador mineiro] desde que passei a dividir minha vida entre Rio e São Paulo, há 17 anos. Tenho carinho por ele (…)”

Desnecessário explicar as incoerência do discurso com as personalidades destacadas.

Sem contar que Huck, além destes, sempre foi cercado de amigos que não dão sorte com a justiça, entre os quais Eike Batista, J. Havilla, Ricardo Teixeira, Andres Sanches e por ai vai.

Se no “Caldeirão” tudo o que é falado pelo apresentador é “engolido” por um público, em grande maioria, dissociado da realidade, ao trazer as ideias para um debate mais qualificado, as mesmas não se sustentam diante dos fatos.

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