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Falcatruas da BRF Foods eram reveladas pelo Blog do Paulinho desde 2013

(publicado em 23/04/2013)

BRF FOODS, em ação tratada como “mafiosa”, “roubou” clientes e impôs falência a distribuidores de leite em São Paulo

No último dia 25 de março de 2013, a BRF FOODS, em decisão unilateral, enviou carta a todos os estabelecimentos compradores de produtos lácteos das marcas “Elegê”, “Batavo”, “Qualy”, “Perdigão”, entre outros, comunicando o descredenciamento de seus distribuidores, dizendo ainda que será responsável agora pela comercialização direta com as empresas.

Um golpe que ocasionou, de cara, a revolta dos prestadores de serviço, alguns, há mais de cinquenta anos no mercado.

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Muitos perderão a única fonte de renda, outros terão que se desfazer de patrimônio adquirido ao longo de décadas.

Calcula-se que aproximadamente 70 empresas de transporte, que prestavam serviço de distribuição serão comprometidas, ocasionando prejuízo direto aos mais de 900 funcionários a elas ligados.

O fechamento da maioria, além das demissões, serão invitáveis.

Com esse quadro, os contratos serão rescindidos, porém, sem que os distribuidores recebam a devida compensação financeira, num “esquema” tratado como “mafioso”, que relataremos, com documentos, nas linhas abaixo.

COMO FUNCIONAVA A DISTRIBUIÇÃO

A grande maioria dos distribuidores lesados estão há décadas no mercado, e mantinham contrato anterior com a famosa “Leite Paulista”.

Com a derrocada da empresa, que passou a ser assumida pela CCL, os contratos migraram quase que automaticamente, mantendo-se o sistema anterior de distribuição.

Anos depois, a AVIPAL tornou-se responsável pelos contratos da CCL, entre eles os de distribuição.

Na sequência, nova negociação passou o controle de todos os negócios para a Perdigão, que depois foi absorvida pela BRF FOODS.

À princípio, até para ter a real noção de mercado, a relação com os distribuidores não sofreu alteração substancial, com a BRF FOODS até incentivando a venda, razão pela qual o faturamento dos prestadores de serviço, em 2008, cresceu, em média, 20%.

O PLANEJAMENTO DO GOLPE

Após um primeiro ano em que a BRF FOODS agiu em boa parceria com os distribuidores, a empresa sentiu que poderia lucrar ainda mais se fizesse diretamente a distribuição de seus produtos no mercado.

Mas, para isso, precisaria romper dezenas de contratos com distribuidores, ação absolutamente inviável financeiramente.

Partiu-se, então, para o “golpe”.

Todos foram obrigados a assinar um contrato que, a princípio, mostrava-se igual aos outros, porém, numa das cláusulas, a 9.1, estava a “pegadinha”.

Dizia que para romper o compromisso, a BRF FOODS teria que pagar multa que tinha como referência os três últimos meses de faturamento comprovado dos distribuidores.

À princípio, com o faturamento, que já era bom, em crescimento, os proprietários das empresas julgaram estar garantidos.

Ledo engano.

A BRF FOODS, por intermédio da PERDIGÃO, passou a enforcar financeiramente os “parceiros”, numa ação tratada como criminosa por boa parte dos distribuidores, que ocasionou impressionante redução de 80% do faturamento, entre 2009 e 2012.

Portanto, a multa a ser paga pela PERDIGÃO, que antes era inviável, tornara-se agora irrisória.

“A BRF FOODS retirou produtos do mercado nos últimos anos, num prejuízo calculado, como forma de estrangular financeiramente os distribuidores, em desacordo com clausula 6.5 contrato”, afirma Luis Da Mata, da DISLEITE SANTA MARIA.

“Em alguns casos, a BRF FOODS vendia o mesmo produto que nossas empresas, paralelamente, a preço menor, para os mesmos clientes.”, finalizou.

“O que ela não cortou de produtos, reduziu, aumentando ainda o preço final, muito acima do praticado pela concorrência, inviabilizando a comercialização.”, reclamou Getúlio R. Prado, da TRANSLEITE PRADO.

“Hoje eles querem pagar uma indenização baseada num faturamento irreal, ocasionado pelo estrangulamento financeiros que ocasionaram a nossas empresa, quando o correto seria observar a média geral de todos os anos de trabalho, quando tínhamos todos os produtos a disposição e condições mínimas de comercialização”, ressaltou João Cardoso, da TRANSLEITE RIO BRANCO.

“Tivemos, recentemente, uma reunião para inglês ver com Luiz Henrique Lissoni (foto), vice-presidente de Supply Chain da BRF FOODS, que, de maneira dissimulada disse que nossas vendas não estavam satisfatórias para a empresa. Um disparate !”, complementou.

“Não tivera nem a decência de nos comunicar a rescisão unilateral do nosso acordo. Soubemos quando tivemos acesso à carta que eles sorrateiramente enviaram aos nossos clientes. Sim. Porque os clientes que eles querem se apoderar agora foram conquistados por décadas de nosso trabalho. Tem empresa com mais de 50 anos servindo a mesma clientela.”, desabafou Rogério Marques do Reis, da FRS LELLOS.

“Foi um golpe, coisa de “máfia”… já estava planejado… olha aqui esse e-mail em que o advogado da Perdigão já orientava-os a nos prejudicar.”, disse um dos empreiteiros.

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Mas a sacanagem não parava por ai.

“Eles nos obrigavam ainda a carregar nossos caminhões com produtos não pedidos pelos clientes, para que pudessem bater suas metas. A carga era devolvida, eles tinham a cara de pau de lançar Notas de Débito e o prejuízo era todo nosso.”, afirmou Ronaldo Farias, da RDL TRANSPORTES.

BRF FOODS JÁ RESPONDE PROCESSO POR PRÁTICA ABUSIVA

Tramita na 5ª Vara Cívil de São Paulo alguns processos contra a BRF FOODS por prática abusiva e estrangulamento financeiro, movido já por distribuidores que, no último ano, não resistiram ao “esquema” de redução de fornecimento compulsório da empresa.

Documentos comprovam todas as acusações descritas na matéria, entre elas pratica de quebra de fornecimento, recusa de receber devoluções de mercadorias, concorrência desleal, além de abuso dos contratos de transporte para reduzir o valor das indenizações.

Certamente outros mais devem ser impetrados nos próximos dias, ocasionando ainda mais transtornos aos distribuidores lesados, sabedores de que com a morosidade judicial, muitos sequer viverão para serem indenizados.

“É uma vergonha. Se tivessem o mínimo de civilidade, de licitude comercial, nos procurariam para pagar, ao menos, a média de nossas vendas quando podíamos concorrer em igualdade de condições.”, disse um dos distribuidores.

“Uma empresa tão grande, tão poderosa, agindo como nos tempos da “Cosa Nostra”, contando com a morosidade do judiciário e com o silêncio de boa parte da mídia, que precisam de seus anúncios. O Governo precisa abrir os olhos para essa pratica criminosa que atenta contra brasileiros que por anos serviram ao país, pagando impostos e gerando empregos”, finalizou.

(Publicado em 25/04/2013)

BRF FOODS é notificada por “ato ilícito” pelos distribuidores, mas mantém silêncio sobre denúncias

No início da semana, publicamos matéria em que a empresa BRF FOODS era tratada como “mafiosa” por alguns de seus distribuidores.

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2013/04/23/br-foods-em-acao-tratada-como-mafiosa-roubou-clientes-e-impos-falencia-a-distribuidores-de-leite-em-sao-paulo/

Procurada insistentemente por nossa reportagem, a empresa preferiu não responder às denúncias.

Graves, por sinal.

Mas terá que se pronunciar aos distribuidores, em breve, notificada que foi extrajudicialmente sobre suas ações.

Documento forte, que trata as manobras da BRF como “ilícitas” e a acusa de estrangulamento financeiro com objetivo de levar vantagem indevida.

Primeiro passo para um possível processo que, tudo indica, será proposto pelos distribuidores, indignados com o que consideram falta de lealdade da antiga “parceira”.

Confira abaixo cópia da referida notificação.

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(publicado em 07/05/2013)

BRF Foods é acusada oficialmente de apresentar contratos falsificados de distribuidores na Justiça

Recentemente publicamos algumas matérias dando conta de que a empresa BRF Foods estaria deliberadamente prejudicando distribuidores no intuito de reduzir os valores da multa rescisória, apoderando-se ainda, de maneira fraudulenta de seus clientes.

Agora a acusação é ainda mais grave e, tudo indica, com provas contundentes, que envolveriam ainda possível co-participação criminosa do 36º Cartório da Vila Maria, que tem como responsável a oficial Sílvia Maria Costa Tymonczak.

Processo aberto pela TRANSVIMA Comercio e Transporte Ltda., na 5ª Vara Civil de São Paulo, sob nº 0141970-96.2011.8.26.0100, recebeu, recentemente, juntada de contratos que comprovariam a falsificação, e que devem ser encaminhados, nos próximos dias, para averiguação criminal do MPSP.

Logo abaixo, observa-se duas versões de um mesmo contrato, entre a Transvima e a AVIPAL, que era anteriormente a responsável pelo fornecimento aos distribuidores, antes de ser absorvida pela BRF Foods.

A primeira, original, datada de 19 de setembro de 2008, com assinatura responsável pela Transvima, e autenticada  pelo 36º Cartório no dia 6 de novembro de 2008.

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Na segunda versão, que a Transvima alega ser falsificada e não ter assinado, a data do contrato é anterior, 1 de agosto de 2008, contém a mesma assinatura, e foi autenticado, estranhamente, no mesmo dia da autenticação anterior.

Especula-se várias hipóteses para o ocorrido, entre elas a mais grave, de que o cartório poderia ter referendado os documentos, sob ordens da BRF Foods, retroagindo as datas dos carimbos.

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Há diferenças, também, pontuais entre as duas versões, com clausulas que beneficiam a BRF Foods inseridas e as que não lhe agradam, suprimidas.

Observe, por exemplo, as diferenças na clausula 2.2.

ORIGINAL

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FALSIFICADO

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Sem dúvida acusações gravíssimas e que, mais do que desacordos ou fraudes empresariais, envolveriam crimes ainda mais graves, que precisam ser rigorosamente apurados pelo poder público.

Procurados, BRF Foods não se pronunciou e a representante do cartório não foi encontrada.

SAIBA MAIS SOBRE O ASSUNTO

BRF FOODS, em ação tratada como “mafiosa”, “roubou” clientes e impôs falência a distribuidores de leite em São Paulo

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2013/04/23/br-foods-em-acao-tratada-como-mafiosa-roubou-clientes-e-impos-falencia-a-distribuidores-de-leite-em-sao-paulo/

BRF FOODS é notificada por “ato ilícito” pelos distribuidores, mas mantém silêncio sobre denúncias

https://blogdopaulinho.wordpress.com/2013/04/25/brf-foods-e-notificada-por-ato-ilicito-pelos-distribuidores-mas-mantem-silencio-sobre-denuncias/

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2 Respostas to “Falcatruas da BRF Foods eram reveladas pelo Blog do Paulinho desde 2013”

  1. Teresinha Winter Says:

    É a esses empresários honestísimos que o governo neo-liberal quer entregar as NEGOCIAÇÕES TRABALHISTAS, com o fim da CLT??? Pode-se imaginar um empregado fazendo negociação de “acordo de trabalho”, todos os anos, com uma turma dessas??? Sim, como se o empregado tivesse poder de negociar com um cara poderoso desses, sempre contando com a inutilidade do judiciário? “Justiça tardia não é justiça.” E assim por diante. Justamente por causa do judiciário, que não funciona, é que, até hoje, nada aconteceu aos empresários do ramo do leite, com todas as adulterações feitas e descobertas. Não pagaram multas, ninguém foi pra cadeia e continuaram a delinquir, os mesmos de sempre, porque nada lhes aconteceu. Por que não continuar fazendo? O mesmo aconteceu com o ramo da carne. Até agora, é só show pirotécnico. Quero ver os presos e as multas pagas !!!!!! Ou eles têm dinheiro bastante pra pagar um monte de advogados? Pois é. Novamente, cai tudo no judiciário, que funciona lentamente. É o círculo vicioso da impunidade. Não tem como pensar diferente: se o judiciário fosse ágil, rápido e eficiente, grande parte do que acontece não aconteceria, com o perdão da repetição.

  2. Luiz Carlos Luchetta Says:

    Essa gente pode até ser empresário (aquele que tem empresa), mas não são empreendedores. São urubus mancomunados com burocratas e políticos corruptos (todos estatistas/esquerdistas), que se proliferam em estados gigantescos como o nosso.
    E um dia ainda vou descobrir que diabos é “neoliberal”.

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