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Para manter “esquemas”, dirigentes de clubes trabalharam por agentes de jogadores na CBF

cartola

Recentemente, a FIFA proibiu intermediários de manter percentuais de direitos econômicos de jogadores de futebol, limitando o vínculo à posse de agremiações esportivas.

Existia também, até o ano passado, regulamentação da CBF impedindo que este agentes cobrassem mais de 3% de comissão sobre salários e intermediações de atletas.

Na prática, sabemos, nada disso era respeitado.

Em exemplo, o empresário Fernando Garcia dissimulava posse de Direitos Econômicos em empréstimos financeiros ao Corinthians (cobrados sempre na revenda das “mercadorias”), além doutros cobrarem, no mínimo, dez por cento da cada transação.

O jogador Rodrigo Tabata disse ao blog. tempos atrás (exibimos o áudio) que V(W)anderlei(y) Luxemburgo chegou a tomar-lhe 50% do pagamento de luvas, quando ambos mantinham contrato com o Santos.

Em tese, os clubes de futebol, principais prejudicados pela ação destes “empresários”, deveriam ser os primeiros a combatê-los, exigindo regulamentação rígida de seus procedimentos.

Mas não.

Dirigentes das principais agremiações do futebol brasileiro uniram-se aos intermediários e pressionaram a CBF, que, sem oposição, retirou de seu regulamento o teto de 3% para pagamento de comissões, tornado-as agora ilimitadas.

Ou seja, cobra-se o que quiser por quem bem entender.

Todos sabem, os agentes de jogadores somente existem para que dirigentes, a grande maioria, possa embolsar, dissimuladamente, dinheiro de transações de atletas realizadas por seus próprios clubes.

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