Jogar culpa da incompetência no jogador demonstra nível da direção de futebol do Corinthians

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Poucas horas antes da partida contra a Caldense, equipe da quarta divisão do campeonato brasileiro que o Corinthians suou para vencer por um a zero, pela Copa do Brasil, o clube se deu conta de que Moisés, um dos atletas inscritos para o jogo, estava suspenso.

Tivesse ido a campo a penalização seria, no mínimo, eliminação, gerando prejuízos financeiros e de imagem incalculáveis.

Em vez de admitir a culpa pelo grave equívoco de ter disponibilizado ao treinador um jogador sem condições de atuar, que, mesmo afastado posteriormente gerou perda, por exemplo, da preparação da equipe que treinou com ele na titularidade, o diretor de Futebol, Flavio Adauto, pequeno, declarou:

“(…) o jogador deveria ter avisado”.

Um absurdo.

Era de competência dos dirigentes, assim que efetivado o retorno de Moises junto ao Bahia, checar toda a documentação e, principalmente, com TJD ou STJD, os impedimentos.

Errou o departamento jurídico e também o de futebol, que deveria disponibilizar à Comissão Técnica planilha atualizada de punições.

O caso só foi descoberto porque, em aparente favorecimento, gente da CBF entrou em contato com o clube, que imediatamente avisou o gerente Alessandro, com tempo hábil de impedir a bobagem.

Culpar o jogador, que tem como função entrar no gramado e praticar futebol, e, muito provavelmente, sequer teria ciência dos desdobramentos para o qual advogados do clube deveriam estar preparados à interpretar, é absoluta covardia de dirigentes incompatíveis com a grandeza do Corinthians.

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