Coluna do Fiori

FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
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“Faça algo de bom das coisas ruins que aconteceram com você”
Provérbio alemão
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AGRESSÃO

Obtive informação que a diretoria do SAFESP presidida por Artur Alves Junior, entrou em contato com o árbitro assistente Luiz Felipe Prado Silva, atacado pelo presidente Paulo Sirqueira e jogadores do E.C. Água Santa nos minutos finais da refrega contra o E.C. Juventude, alusiva à fase classificatória da Copa São Paulo de Futebol Junior, disputada no Estádio Inamar, na cidade de Diadema
Obrigação
Desde o primeiro momento o presidente do SAFESP cumprindo seu dever, se prontificou em acompanha-lo nos órgãos policias, orientando-o, a representar contra seus agressores
Tirou da Reta
Ao comparecer na sede da entidade, provavelmente, por medo de represálias da parte dos agressores ou de ter sua caminhada na arbitragem obstruída por ingerências politicas; deplorável e nada surpreendente, ocorreu no minuto que o assistente Luiz Felipe Prado Silva discorreu não ter interesse de tocar o caso pra frente
Rematando
Ao apanhar e calar o árbitro expressa que vale tudo para atingir seu objetivo
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Copa São Paulo de Futebol Junior 2017 – Disputas Semifinal
Sábado 21/01
Batatais 1 x 5 Paulista
Árbitro: Anderson Jose de Moraes Coelho 27 anos
Assistente 01: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Assistente 02: Anderson Jose de Moraes Coelho
Item Técnico/Item Disciplinar
Os representantes das leis do jogo desenvolveram trabalho aceitável
Domingo 22/01
Corinthians 3 x 0 Juventus
Árbitro: Salim Fende Chavez
Assistente 01: Rogerio Pablos Zanardo
Assistente 02: Eduardo Vequi Marciano
Item Técnico
Aceitável
Item Disciplinar
No inicio primeira etapa, na metade do campo fiscalizada pelo assistente 02, após defensor do Juventus rebater a pelota promovendo contra ataque prontamente acompanhado pelo árbitro; o atacante corintiano de nº 09 – Carlinhos desferiu agressiva e violenta cotovelada no oponente que estava do seu lado esquerdo
Cochilou
Toda vez que a bola é rechaçada da defesa para contra-ataque, cabe ao assistente fiscalizar a movimentação dos contendores que ali permanecerem. No acima, sem medo de errar: afianço que ocorreu bobeada do assistente
Amarelos
Advertiu com cartão amarelo três corintianos – 02 defensores do Juventus, e um vermelho referente ao segundo amarelo do corintiano Guilherme Kennedy Romão
Olho fechado
O árbitro fez vistas grossas ou agiu dentro do nojento e politicamente correto nas continuas indisciplinas promovidas por Carlinhos, numero 09 do Corinthians
No Todo
Entendendo que está muito distante do que imagina ser, observei fortes rompantes na postura do principal representante das leis do jogo
Definindo
Vai devagar Salim Frende Chaves! Seguindo nesta toada seu caminhar pode ser interrompido por este ou outros motivos
Disputa Final – Quarta Feira 25/01
Batatais 1 x 2 Corinthians
Árbitro: Cleber Luis Paulino
Assistente 01: Bruno Salgado Rizo
Assistente 02: Luiz Alberto Andrini Nogueira
Item Técnico
Não foi disputa acirrada, nas poucas vezes que foi exigido, se fez presente
Disciplinar
05 cartões amarelos corretamente aplicados, assim distribuídos: 03 pro Batatais e 02 pro Corinthians
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Politica
Oceano de ‘eficiência’

Cabral e Eike criaram um ‘oceano’ de corrupção, o Tesouro e os cidadãos seguram a onda
Não se trata de ironia do destino, mas de uma coincidência dramática: enquanto a Polícia Federal procurava Eike Batista por mais um esquema criminoso do ex-governador Sérgio Cabral, o atual governador Luiz Fernando Pezão assinava em Brasília os termos do socorro federal para o falido Rio, onde funcionários estão sem salários e cidadãos e empresas serão chamados a contribuir com mais impostos. Cabral rouba, o Tesouro cobre e, no fim das contas, pessoas físicas e jurídicas pagam a conta.
A força-tarefa da operação “Eficiência” definiu o patrimônio ilícito de Cabral como um “oceano”, mas o Estado virou um mar de lama, os fluminenses vivem num mar de lágrimas e, se há alguma ironia nessa história, é que justamente o vice de Cabral, depois seu sucessor, é quem bate de porta em porta em Brasília para segurar a onda em que o Rio se afoga.
As metáforas não são por acaso, já que o verdadeiro Cabral começou a emergir na mídia quando ele se tornou proprietário de uma casa de praia espetacular em Mangaratiba (RJ). Depois, como governador, desfrutava de lanchas caríssimas, vinhos próprios de milionários, jatinhos de empresários e festanças com guardanapos na cabeça em Paris. Tudo com dinheiro alheio, fruto do suor da sociedade.
Além de arrojado, Cabral era também um político prestigiado antes de ir parar em Bangu 8. Foi do PSDB quando convinha, pulou para o PMDB em boa hora, alegou a importância da relação do governo do Estado com o governo federal para estreitar os laços entre ele, governador, e o então presidente Lula e fazia um carnaval com o dinheiro que saltava como confete de esquemas com empresários como Eike Batista e Fernando Cavendish. Chegou a ser cotado para vice e até para candidato à Presidência da República.
Lula percebeu rapidamente toda essa potencialidade. Ficou íntimo de Cabral e foi um bom camarada para Eike. Dinheiro federal para o Rio não faltava, e o grupo X foi um dos “campeões nacionais” na era em que o BNDES era o pai dos ricos. Lula era amigo de Cabral, que era amigo de Eike, que era amigo de Lula. O assalto à Petrobrás foi nessa época, quando Lula também dizia que precisava botar a Vale do Rio Doce “na linha”, destacando para ela alguém com visão “nacionalista” e ação “desenvolvimentista”. Não fosse a resistência de Roger Agnelli (morto depois em acidente aéreo), a Vale poderia ter sido uma segunda Petrobrás…
Cabral teve também muita sorte com um “boom” inédito dos royalties do petróleo e soube capitalizar politicamente. Surfou no PAC Social das maiores favelas cariocas, lançou um forte programa para idosos e, no ano da reeleição de sua candidata Dilma Rousseff, levou os funcionários públicos ao paraíso, com 48 planos de carreiras e salários. O céu era o limite para o Rio, Cabral e suas falcatruas.
E onde fica o PMDB? O PMDB é uma federação nacional e um arquipélago no Rio. No País, há os esquemas – ops!, grupos – de Jader Barbalho no Pará, de Geddel Vieira Lima na Bahia, da família Newton Cardoso em Minas, do agora morto governador Orestes Quércia em São Paulo… E, no Rio, há os esquemas – ops!, as ilhas – de Cabral, Eduardo Cunha, Jorge Picciani e Antony Garotinho (que se mudou para o PR). Essas ilhas não se comunicam e os esquemas são distintos – ou concorrentes?
Tudo isso é assustador e desanimador, mas não se desanime. O Brasil recuou três degraus no ranking da Transparência Internacional sobre a percepção da corrupção e, hoje, está em 79.º lugar entre 176 países. Num primeiro olhar, é o País mais corrupto das galáxias. Melhorando o foco, é o único que está remexendo as entranhas da corrupção, não só com a Lava Jato, mas com seus filhotes. A operação “Eficiência” é um ótimo exemplo disso.
Publicado no Estadão do dia 27/01/2017- Autora: Eliane Cantanhêde
Finalizando
O que rouba a confiança dos homens é o maior dos ladrões
Textos Judaicos
Chega de Corruptos e Corruptores
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-28/01/2017
Ouça abaixo as duas edições do programa COLUNA DO FIORI, desta semana, que foi ao ar pela rádio Rock n’ Gol (http://rockngol.com.br)
*A coluna é também publicada na pagina Facebook: “No intervalo do Esporte”
*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representam.
