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Amor à amarelinha


Os Zagallos (Mário Jorge e seu filho Mário César) leiloaram o acervo de recordações futebolísticas da família. Foram 197 peças, com chuteiras e camisas. Algumas autografadas, outras, que foram usadas em jogos históricos (como as de Zagallo nas finais das Copas de 1958 e 1962 e a de Pelé na final de 1970).


Relíquias, que poderiam muito bem estar no Museu do Maracanã ou no futuro Museu do Futebol que a prefeitura de São Paulo constrói no Pacaembu. Poderia até ir ao Museu do Esporte em Maceió, terra natal de Zagallo. Pelo menos as peças mais importantes. As outras poderiam ser leiloadas.


Mas, não. O amor à “amarelinha” não foi tão forte assim. Não se via aquelas peças como artigo de museu, para ser conhecida, admirada e venerada por todos. Era melhor confiná-la a alguma coleção particular na Europa, desde que em troca de alguns milhares de euros, dólares ou libras. Isso porque a família Zagallo não precisa de dinheiro.


Mário César Zagallo ainda teve a hipocrisia de dizer que era o curso natural. “Se os grandes jogadores brasileiros vêm para a Europa, é natural que essas peças acabem parando por aqui.”


Entre a amarelinha tradicional e a da imagem abaixo, os Zagallos mostraram qual eles preferem.


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