A segunda vida do gato da Copinha

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Com 22 anos de idade, o jogador Helton ficou “famoso” ao ser flagrado em crime de falsidade ideológica durante a Copa São Paulo de Juniores (que só pode ser disputada por garotos até 20 anos), utilizando-se de documentação fajuta de um amigo, Brendon, que está preso no Rio de Janeiro.

Sua atitude acabou por prejudicar a carreira de diversas promessas do Paulista de Jundiaí (eliminado do torneio), privados de disputar a final do campeonato (principal vitrine da categoria).

Porém, apesar de responder a justo processo criminal, em vez de ser punido, esportivamente, Helton foi quase homenageado.

Assinou contrato profissional de dois anos com o Audax, em que está incluída, além dos salários, assessoria jurídica para o rolo em que se meteu.

É louvável a intenção de Vampeta, presidente da equipe de Osasco, em dar uma segunda vida ao “gato” (dizem que possuem sete), porém, da maneira e no momento em que isso está acontecendo, o equívoco é muito grande.

Muita gente foi prejudicada.

Premiar o causador desses problemas não parece ser o caminho correto a ser seguido.

Relatos dão conta de que o garoto agiu, ainda que estimulado por terceiros, com ampla ciência dos acontecimentos, friamente, e que possuí índole, de fato, preocupante.

Enquanto isso, jogadores, dirigentes e comissão técnica do Paulista, além das outras equipes que ficaram no caminho durante o torneio, vencidas por um time com atleta em situação irregular, mesmo enfrentando as mesmas dificuldade de Helton (sem o socorro da prática ilícita), dificilmente receberão, de quem quer que seja, oportunidade semelhante.

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