A imprensa na demissão de Mano Menezes

Com a obrigação de informar a verdade e analisar de maneira ampla os principais acontecimentos, causou constrangimento a cobertura de boa parte da imprensa no episódio da queda do treinador da Seleção Brasileira.

Muitos, por conveniência, má informação ou até covardia, preferiram “esquecer” as barbaridades cometidas nos últimos anos, como venda de convocações de jogadores e favorecimento a empresários, tecendo comentários rasos, indignados e desconsolados pelo que consideravam “injustiça” pelo trabalho que Mano Menezes, segundo analise de alguns, teria realizado em 2012.

Não podem estar falando sério.

É aceitável, embora discordemos, que alguns colegas, até de qualidade, entendam que o treinador estivesse acertando a equipe, montado uma base e blá, blá, blá.

Mas, analisar Mano Menezes apenas por esse aspecto, sem contextualizá-lo no trabalho de submissão que prestava ao submundo esportivo, é tratar o consumidor de notícias como idiota, e induzi-lo a acreditar em meias verdades (em nossa opinião, equivocadas), desfocando-o totalmente da realidade.

Há de se ter CORAGEM para empunhar um microfone, não apenas inteligência e conhecimento das táticas do futebol, mesmo que isso possa contrariar treinadores e empresários que, por vezes, servem ao jornalista como fontes de informações, quase sempre carregadas de interesses e nem sempre verdadeiras.

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