Andres Sanches detona Roberto ‘Da Nova” Andrade e diz que “Renovação e Transparência” acabou

renovação e transparência

Ontem, em participação no programa “Mesa Redonda”, da TV Gazeta, o deputado federal Andres Sanches, enfim, fez o que dele se esperava desde que seus desejos no departamento de futebol (transações de jogadores) passaram a ser limitados pela falta de dinheiro da atual gestão do Corinthians: detonou o presidente Roberto “da Nova” Andrade.

Com o ato, evidencia-se não apenas o estremecimento de relação, mas a esperta tentativa de descolar a imagem de uma campanha negativa do time, que, sem a mão de Tite, degringolou.

Mais uma vez, como ocorreu na estranha coletiva de Eduardo “Gaguinho” Ferreira, quando este sequer ocupava mais cargo no clube, o grupo de Sanches utilizou-se dos trabalhos de Olivério Junior, responsável pelo departamento de comunicação do Corinthians, para intermediar espaço midiático e poder falar mal do presidente e de sua gestão.

O deputado, enquanto atacava o mandatário alvinegro, defendia o ex-assessor dos Gaviões da Fiel:

“O Edu Ferreira, que falaram que brigou ou rachou, era diretor de futebol. Se contrata um treinador e ele fica sabendo pela imprensa, óbvio que tem de sair. O Corinthians perdeu um grande diretor de futebol e uma grande pessoa, que estava ajudando muito o futebol e poderia ajudar muito o Oswaldo.”

“O presidente tem de fazer política e tem de conversar com o sócio, atender o conselheiro. Tem de dar atenção, mesmo falando não”.

Sanches criticou, também, as contratações de Pato e Renato Augusto, das quais participou (principalmente a do primeiro), dando a entender que nada teve a ver com os negócios:

“Isso vem de 2013 para cá. Você tem de tomar atitudes que não toma. Você não podia ter contratado aquele monte de jogadores gastando uma fortuna. Não é só o Pato, mas o Renato Augusto. Todo mundo fala do Renato Augusto, mas ele ficou dois anos e meio no Corinthians e não deu um chute na bola. Jogou os últimos quatro meses, mas ficou dois anos e meio ganhando R$ 500 mil por mês”

Para finalizar, após a derrota sofrida na última reunião de Conselho (o fim do cabresto eleitoral denominado “chapão”), motivada por motim de seu próprio grupo, Sanches decretou o fim da chapa “Renovação e Transparência”, ensaiando, por razões óbvias, novas composições políticas da qual deve participar no Corinthians:

“(…) a Renovação e Transparência, que é o grupo em que nós estamos desde 2006, acabou. Não tem mais Renovação e Transparência. Existem hoje outros grupos, novos líderes, novas pessoas”

A pressão, com a saída de Edu, continuada pelos pronunciamentos de Andre Sanches,  parecem estar, de fato, amedrontando Roberto Andrade, que tem aceitado, calado, as afrontas de Olivério Junior e parece disposto a empossar Nei Nujud como diretor de futebol, nome que desagrada qualquer torcedor decente do Timão, mas não receberia oposição do deputado.

Clique no link abaixo para saber mais sobre a vida de Nujud no Corinthians:

Favorito a Diretor de Futebol do Corinthians é problemático e já traiu Oswaldo de Oliveira

Além do passado conhecido, a amizade de Sanches e Nujud se estende até os dias atuais, vizinhos que são, moradores do mesmo condomínio.

É chegado o momento de Roberto Andrade decidir que rumo dará à sua biografia, tornando-se conhecido como o presidente “capacho”, sucumbindo às desmoralizações recentes, ou àquele que tentou, pelo menos no final da gestão, após anos de subserviência, caminhar com as próprias pernas.

EM TEMPO: na mesma entrevista, Andres Sanches disse que não teme a “Lava-Jato”, que Lula não foi decisivo para o estádio e que não será candidato a presidente do Corinthians. Há quem, mesmo pela televisão, tenha enxergado aumento no volume nasal do dirigente.

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