A Seleção Brasileira renasce sob o comando de Tite

Impondo-se desde o princípio, corajosa como nos velhos tempos, a Seleção Brasileira renasceu sob o comando de Tite, e venceu o Equador, em Quito, por três a zero.
Nem mesmo a altitude conseguiu derrubar uma equipe que aliava futebol coletivo com liberdade, enfim, para expor a qualidade técnica.
Desde o início da primeira etapa era nítido que o Brasil, apesar do pouco tempo de adaptação ao novo treinador, comportava-se de maneira mais organizada.
O Equador levou perigo apenas em jogadas de Montero nas costas de Daniel Alves, o único que destoava na marcação, muito bem executada pelos outros jogadores.
Compacto, o Brasil cadenciava o jogo, com Paulinho e Renato Augusto distribuindo bem a bola para o ataque, que acabou finalizando a gol com mais perigo do que o adversário.
No segundo tempo, a seleção voltou ainda melhor, com Neymar mais solto, contribuindo para a criação no campo de ataque, lugar que os brasileiros passaram a frequentar mais.
Tocando a bola de pé em pé, no chão, o time de Tite dava mostras de que os tempos sombrios, de chutões e chuveirinhos, ficaram no passado.
Em consequência, o Brasil perdia gols e deixava o Equador assustado.
Aos 18 minutos, sentindo a altitude, Willian deu lugar a Philipe Coutinho.
Enfim, aos 25 minutos, Gabriel Jesus roubou a bola no ataque, driblou o goleiro e sofreu a penalidade.
Dois minutos depois, Neymar, com categoria, abriu o marcador.
Paredes, aos 30 minutos, entrou duro em jogada com Renato Augusto e foi corretamente expulso.
Deu tempo ainda para, aos 41 minutos, Gabriel Jesus, de calcanhar, ampliar o marcador, aproveitando-se de cruzamento de Marcelo pela esquerda, e, aos 47 minutos, assinalar o terceiro, em batida da entrada da área, noutro golaço.
No final, o desempenho da Seleção Brasileira foi ainda mais animador do que o importante resultado, demonstrando que o período de mediocridade, imposto na gestão Dunga/Rinaldi, será superado, pela excelência de um treinador que entende (e gosta) de futebol, bem antes do que se poderia imaginar.
