Textor quebrou o Botafogo deliberadamente

A cada balanço do Botafogo, é possível verificar que John Textor, enquanto iludia torcedores com discurso de modernidade e promovia gastos que o clube não poderia sustentar, em verdade aplicava um “golpe de mestre”, típico de vigaristas de casaca.
Um “ator de negócios”, para utilizar o termo que os americanos empregavam para definir Kia Joorabchian, outro espertalhão ligado ao futebol.
Quando o Glorioso aderiu à SAF, estava afogado em dívidas próximas de R$ 1 bilhão — cenário que facilitou a entrega do futebol ao investidor estrangeiro.
Laudo recente escancara a realidade: a dívida de curto prazo atingiu impressionantes R$ 1,6 bilhão — valor que precisa ser quitado em até 12 meses.
A pendência total já beira R$ 2,7 bilhões.
Impossível de ser quitada, levando-se em consideração a pífia arrecadação anual do clube.
Não se trata apenas de endividamento elevado — é colapso financeiro.
Em 2025, a operação registrou prejuízo de R$ 287 milhões, agravando um quadro que já era preocupante.
Mais grave ainda: o patrimônio líquido é negativo em R$ 427,2 milhões.
Em termos simples, mesmo que o clube vendesse tudo o que possui, ainda assim faltariam mais de R$ 400 milhões para quitar as obrigações.
Ou seja: a SAF de Textor não apenas não resolveu o problema — aprofundou o buraco.
Cerca de R$ 1 bilhão da dívida de curto prazo está concentrado em “partes relacionadas”, como Eagle Football e Lyon — ambos ligados ao próprio controlador.
Na prática, o clube passa a dever, em grande escala, ao próprio dono.
O Botafogo foi salvo ou capturado?
Textor, poucos anos após ser apontado como “salvador da pátria”, entrega um cenário de insolvência, prejuízos recorrentes e dependência financeira de estruturas sob seu próprio controle.
Caso de polícia.
O clube, nitidamente, foi dilapidado em favor de interesses empresariais de um espertalhão que teve a sorte de, durante algum período — amparado por doping financeiro — esconder-se atrás de resultados esportivos que mascararam o golpe silencioso aplicado.
