A antecipação da eleições do Corinthians e a Ficha Limpa para candidatos

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Apesar do grande assunto da reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians ter sido a queda do sistema de votação denominado “chapão” e a consequente pluralização de formação das chapas para o próximo pleito, outras decisões importantes foram tomadas.

Destacamos como mais relevantes a antecipação das eleições (antes em fevereiro de 2018, agora novembro de 2017) e a obrigatoriedade do candidato ser portador de “ficha limpa”.

Se antes o presidente eleito herdava planejamento e elenco de futebol (nem sempre adequado) da gestão anterior, terá agora tempo para participar de toda a elaboração, minimizando a possibilidade da perda de um semestre inteiro por conta da necessidade de reformulação.

Pelo novo calendário, o mandatário alvinegro elege-se em novembro, passa dezembro inteiro realizando a transição administrativa, para, em janeiro, tomar posse definitivamente.

A reeleição não será permitida, mas a janela para candidatar-se novamente caiu de dois para um pleito subsequente.

Outra introdução importante foi a adoção obrigatória de critérios a serem obedecidos para ratificação das candidaturas, desde já denominados “ficha limpa”, em que deverão ser apresentados atestado de antecedentes criminais, além de comprovação de patrimônio e vida empresarial, para que se tenha certeza de que o candidato, se eleito, terá condições de manter o sustento sem se apropriar, como vem ocorrendo nas últimas gestões, de recursos do clube.

Vale lembrar que todas as medidas (inclusive o fim do Chapão) somente entrarão em vigor se forem aprovadas pela assembléia geral de associados, previamente marcada para o mês de novembro, que exige quórum mínimo de 500 eleitores, mais um.

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