Advertisements
Anúncios

Pelo fim do Chapão no Corinthians

fim do chapão

Desde o final de 2007, com a eleição de Andres Sanches após a queda de Alberto Dualib, o Corinthians recebe ordens de um mesmo grupo, que se autodenominou “Renovador” e “Transparente”, mas batalha, amparado em práticas subterrâneas (compra de votos, distribuição de carteirinhas, benesses diversas (comes, bebes, ingressos, etc)), pela perpetuação no poder.

Lá se vão nove anos, em que o disfarce da não-reeleição a presidente esconde o ardil anti-democrático proporcionado pelo sistema eleitoral de conselheiros, gerido pela formação do “Chapão”.

Não houve, desde então, um presidente eleito no clube que não precisasse beijar as mãos de Andres Sanches e seus mais próximos, verdadeiros gestores, quase perpétuos, numa espécie de manutenção no poder das mesmas pessoas, com o discurso mentiroso da alternância.

Impossível haver mudança de pensamento e governança no Corinthians enquanto o presidente eleito, seja ele qual for, carregar consigo 200 conselheiros de um mesmo grupo, sem a possibilidade de oposição, que, num universo de trezentos e poucos, acabam por impedir a saudável discussão de ideias.

Hoje, as reuniões de Conselho do clube, presididas também por elementos ligados à gestão, servem apenas como claque mal ensaiada de apoiadores irrestritos dos desejos da chapa “Renovação e Transparência”, ou seja, de Andres Sanches.

Coitado de quem ousar votar contra qualquer proposição! Imediatamente será colocado para escanteio, perderá os “benefícios” e cederá a vaga entre os 200 para uma extensa lista de espera, também sabedores da necessidade de se manter encabrestado.

Andres Sanches manda no Corinthians há quase uma década (Dualib o fez por 14 anos), sem oposição dentro do Conselho (que, fora dele, já atingiu expressivos 43% de intenções, mesmo dividindo votos de associados com os de funcionários de carteirinha (em maioria)), reprimindo qualquer manifestação dentro de seu próprio grupo que o contrarie (o ex-presidente Mario Gobbi tentou, mas, ao final, teve que beijar as mãos do grupo em apoio a Roberto Andrade).

Em exemplo: cabe somente ao deputado petista as decisões sobre o estádio de Itaquera, no departamento de futebol e até no marketing (ninguém negocia os naming-rights sem colocá-lo na jogada), sobrando para o mandatário ‘oficial” lidar com as reclamações menos relevantes (o preço do estacionamento, as obras do bebedouro, etc.).

Neste sábado (27), o Conselho do Corinthians se reunirá para votar sugestões de reformas do Estatuto, e, entre as propostas, está a de sepultar de uma vez por todas o sistema eleitoral do “Chapão”, abrindo espaço para outras alternativas.

Há quem fale em eleição proporcional em chapas de 200 candidatos, outros em mini-chapas de 25 pessoas e até em votação individual, porém nada será possível se a votação pelo fim do cabresto eleitoral instituído por Andres Sanches não obtiver êxito.

O comparecimento de todos os conselheiros é absolutamente necessário para o êxito da mudança.

Apesar de, em promessa de campanha, todos os 200 conselheiros eleitos, além do presidente e seus vices, terem assinado documento comprometendo-se a acabar com o “Chapão”, muitos deles trabalham, nos bastidores, pela continuidade.

Não dá para confiar em quem há anos, em diversas ocasiões, como a votação do custo do estádio, tem por hábito enganar o torcedor corinthiano e os frequentadores do Parque São Jorge.

Comparecer, lutar e votar é a obrigação de quem quer um Corinthians democrático, livre em pensamento, em atitudes, voltado para o crescimento, não apenas a enriquecer meia dúzia de espertalhões.

ABAIXO BANNER DE CAMPANHA EM QUE OS “RENOVADORES E TRANSPARENTES” PROMETERAM ACABAR COM O “CHAPÃO”

chapão 2

chapão 1

Advertisements
Anúncios

Facebook Comments

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Olá, seja bem vindo ao Blog do Paulinho ! Deixe aqui suas dúvidas, sugestões e denúncias. Todas as mensagens serão lidas
Powered by
%d blogueiros gostam disto: