Empresa de jogatina rompe contrato do Corinthians devendo R$ 4 milhões

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O Corinthians emitiu Nota Oficial, ontem, dando conta de que rompeu o contrato de patrocínio com a empresa de jogatina WINNER, sediada em Paraíso Fiscal, que, segundo o próprio clube, havia sido fechado à custa de R$ 7 milhões anuais, que deveria vigorar até dezembro de 2018, proporcionando arrecadação total de R$ 21 milhões.

Por razões obvias, não se trata de verdade.

Devendo as calças, o clube não abriria mão de tamanha entrada de recursos, mesmo que para tal (como era o caso), a fonte do dinheiro fosse absolutamente duvidosa e infringisse a moralidade, já que as apostas em esportes são proibidas no Brasil.

Assim como ocorreu noutros acordos fechados pelo clube, com as obscuras KLAR e “Apito Promocional”, consumidores estavam sendo lesados, não recebiam os valores e premiações acordadas e, quando tentavam cobrar, sequer conseguiam acessar o site, que já está fora do ar.

Para piorar o quadro, de absoluta incompetência, o Corinthians, generosamente, concedeu carência de seis meses para o pagamento da primeira parcela do patrocínio, valores que, até o presente momento, não recebeu.

O calote chega a R$ 4 milhões (sem contar multa por rompimento, etc.), agravado pela evidente perda de credibilidade da marca “Corinthians”, associada a possíveis criminosos internacionais, e o papelão de, na mesma Nota utilizada para falar sobre o rompimento do acordo, publicar “agradecimento” pela parceria ao qual terminou como lesado.

A grande dúvida, reforçada pela recente exposição da marca “NETFLIX” em mídia social sem que o clube nada recebesse, é: seriam os gestores do Corinthians e seu departamento de marketing idiotas e incompetentes a ponto de tomarem todos esses “chapéus” ou espertalhões que receberiam dinheiro por fora para aparentarem estupidez ?

Fato é que o Corinthians foi lesado e precisa ser ressarcido.

Resta saber de quem cobrar, já que a KLAR sumiu do mapa, a “Apito Promocional” sequer tem sede, a WINNER tem, mas em dezenas de paraísos fiscais em nomes de “laranjas”, enquanto os dirigentes responsáveis pelo acordo posarão com o discurso típico daqueles que não se constrangem quando flagrados.

CONFIRA ABAIXO MATÉRIA DO BLOG QUANDO DA ASSINATURA DO CONTRATO, EM JANEIRO DE 2016:

Winner: empresa de apostas, gerenciada de paraísos fiscais, pode lavar R$ 20 milhões na camisa do Corinthians

ATUALIZAÇÃO: em entrevista ao UOL, o diretor de marketing do Corinthians, Gustavo Herbetta, afirma que o clube recebeu os valores devidos, antecipadamente, antes do início do contrato (situação estranha, levando-se em consideração que o documento, assinado somente em 2016, previa seis meses de carência). O blog mantém a informação, recebida de fonte interna do clube. Não há pagamento algum registrado em 2016. Seria interessante que o dirigente alvinegro comprovasse o pagamento e os métodos utilizados para cálculo prévio de rescisão que sequer sabia-se, segundo versão oficial, que ocorreria.

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