Sobre o rompimento do São Paulo com os bandidos da Independente

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Após explicitar a promiscuídade com as “organizadas”, quando o presidente Leco admitiu pagar (com dinheiro do clube) desde ingressos até viagens da bandidagem, pressionado pelo episodio de violência ocorrido após a partida contra o Atlético Nacional, o São Paulo, enfim, decidiu romper com essa gente.

Antes tarde do que nunca.

Em Nota Oficial pouco contundente (em verdade, até medrosa), em que chega a dizer: “mesmo sabendo que parte expressiva destes agrupamentos de torcedores é constituída de cidadãos bem intencionados” (o que, evidentemente, não é verdade), o Tricolor promete que “não vai manter mais nenhum tipo de relação com as torcidas organizadas, em qualquer aspecto”.

Tomara.

Para que possamos acreditar na promessa, faz-se necessárias algumas medidas, que serviriam de exemplo (e estímulo) a outros clubes brasileiros:

  • Expulsar a Independente de um local que utilizam dentro do estádio do Morumbi;
  • Impedir, judicialmente, que se utilizem de símbolos do clube;
  • Ingressar com ações de cobrança de indenizações por perdas e danos ocasionados pela bandidagem;
  • Expulsar do São Paulo qualquer associado do clube que seja membro da facção criminosa.
  • Não mais separar locais no Morumbi para que os energúmenos possam se agrupar, vendendo ingressos somente pela internet, para sócios torcedores (checar a listagem e eliminar os “organizados” da possibilidade de compra).

No mais, qualquer recuo da diretoria no intuíto de beneficiar os membros da Independente deverá ser duramente cobrado pelos torcedores comuns, que, atentos, tem este e outros canais para denunciar.

EM TEMPO: vale sempre a pena relembrar que em São Paulo, até então, apenas o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, teve posicionamento forte contra as “organizadas” e desde o início de sua gestão a Mancha Verde chafurda na lama do ostracismo. Corinthians e Santos ainda beijam as mãos dos criminosos.

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